Com 13% de apoio na Câmara, Cunha deve buscar o diálogo

A eleição de Caio Cunha (Podemos) trará uma novidade para a Câmara de Mogi das Cruzes. Esta será uma das poucas vezes que o prefeito que assumirá, em 1º de janeiro, não terá, pelo menos em um primeiro momento, o apoio da maioria dos vereadores. Assumidamente são três legisladores eleitos que formam a base do futuro prefeito, dentro de um universo de 23 parlamentares. É um percentual de apenas 13%.

A tarefa de convencer a maioria da Casa de Leis em apoiar no novo governo será árdua, mas sendo de um espectro político de centro direita, pode haver meios de Caio Cunha conseguir dialogar com a Câmara, isso pode não ocorrer em um primeiro momento, mas para conseguir governar é preciso de apoio e o Legislativo, como um dos poderes, precisa ajudar o prefeito com leis e projetos que são importantes para cidade, sem perder o advento de fiscalização do poder Executivo.

Talvez, para tentar encurtar esse caminho, Cunha, que atualmente é presidente da Comissão Processante, que investiga o possível envolvimento de outros legisladores em um esquema de corrupção denunciado pelo Ministério Público, possa utilizar esse intervalo que antecede a posse para já começar articular seu governo com os vereadores eleitos.