CEI inicia oitiva dos vereadores denunciados

Martins é um dos seis vereadores denunciados
Martins é um dos seis vereadores denunciados - FOTO: Diego Barbieri/CMMC
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal, que investiga as denúncias de corrupção de um grupo de parlamentares, avança para o momento derradeiro de seus trabalhos e inicia, hoje, o processo de interrogatório dos vereadores apontados por irregularidades pelo Ministério Público.

Após ouvir o dono da empresa São Francisco, Pablo Bezerra, denunciado pela Promotoria pela suspeita de ter sido beneficiado por um acordo entre o Executivo mogiano e a organização social Fundação ABC, gestora do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, e a empresária Carla Salvino Bento, proprietária da empresa de segurança privada investigada que firmou contrato com o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), o grupo de trabalho realizará a oitiva de três denunciados.

Antonio Lino (PSD), Carlos Evaristo (PSB) e Diego de Amorim Martins (MDB) serão ouvidos pela CEI a partir das 8 horas de hoje, com previsão de intervalo de uma hora entre os interrogatórios.

Já para a próxima quinta-feira, o restante do grupo denunciado será interrogado. Francisco Bezerra (PSB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB) completam a lista dos parlamentares que serão ouvidos. A promessa da comissão liderada pelo vereador Pedro Komura (PSDB) e composta pelos vereadores Clodoaldo de Moraes (PL) (relator) e Rodrigo Valverde (PT) (membro), é que os trabalhos da CEI sejam encerrados no final deste mês.

O grupo finalizou o relatório parcial sobre os trabalhos realizados até o momento relacionados aos projetos 50/2018 e 110/2019, de autoria da Prefeitura de Mogi das Cruzes, sobre o parcelamento do solo e uso e ocupação do solo; além de outros dois de autoria do vereador Antonio Lino, 110/2019 e 163/2019, que tratam sobre o parcelamento do solo urbano.

O esquema

Em 4 de setembro, com exceção de Lino que ficou foragido, os parlamentares foram presos preventivamente apontados pelo Ministério Público como integrantes de um grupo criminoso que orquestrava um esquema de corrupção na Câmara, incluindo contratos com a Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes e com o Semae. 

As empresas investigadas - a WA, do vereador Mauro Araújo; a MLC de seu irmão; e a Casanova Mix, do ramo de materiais de construção - possuem contratos com a administração pública e repassariam verbas às empresas ligadas a Araújo, que faria a distribuição do dinheiro aos demais parlamentares. "Eles eram beneficiados, sem dúvida, para a aprovação de leis", apontou a promotoria.

Ainda segundo a promotoria, em depoimento, os vereadores confirmaram que receberam dinheiro do parlamentar Mauro Araújo, mas o montante se tratava de empréstimos. Eles não confessaram que o recebimento da verba era uma troca por apoio político e que são inocentes. (F.A.)

Deixe uma resposta

Comentários