Vitória de Cunha é chamada de 'histórica' por Valverde e Lintz

Valverde, que ficou em terceiro, e Lintz, em quarto, apoiaram o prefeito eleito
Valverde, que ficou em terceiro, e Lintz, em quarto, apoiaram o prefeito eleito - FOTO: Daniel Carvalho /Mogi News
Garantindo que ainda não existem negociações para que assumam ou indiquem pessoas para cargos dentro da administração municipal, a partir de 2021, os políticos e ex-candidatos a prefeito Rodrigo Valverde (PT) e Felipe Lintz (PRTB) se mostraram satisfeitos em participar do que eles chamaram de "momento histórico em Mogi das Cruzes".

Valverde, que ainda atuará como vereador até o final deste ano, confirmou o que já era esperado: de que a imensa maioria de seu eleitorado votaria em Caio Cunha (Pode), que se sagrou campeão das urnas, e que apenas uma minoria anulou o voto. O ex-candidato ao Executivo pelo PT disse que estava com muita vontade de participar deste momento histórico e que gostaria que fosse ele o representante dessa mudança na cidade.

"Quero parabenizar o Caio pela felicidade de representar esse momento histórico. O passo número um era vencer essas eleições, o que eu sempre achei que era possível", admitiu o parlamentar. "Durante um bom pedaço da campanha eu achei que seria a representação dessa mudança, infelizmente não fui", lamentou.

Na reta final do segundo tuno, Cunha uniu as duas frentes de ideologias mais distintas em Mogi das Cruzes que concorriam ao Executivo: a representada pelo vereador petista, e a de Felipe Lintz (PRTB), assumidamente de direita.

Valverde chegou a falar que iria apenas "votar e torcer" por Cunha, posicionamento tomado, segundo ele, ao ver o atual prefeito e, até então, candidato à reeleição Marcus Melo (PSDB), atacando seu partido e sua militância.

No mesmo sentido, Lintz falou sobre a hegemonia na cidade, colocando sua participação no processo eleitoral como fundamental para que houvesse segundo turno e, posteriormente, a derrota do atual prefeito. Para o político que concorreu à sua primeira eleição, graças ao seu trabalho de "efetiva oposição", a renovação teve início em Mogi. "Aqueles 10% que tivemos no primeiro turno foi o fiel da balança para que a gente conseguisse ter o segundo turno na cidade", disse. "Esse trabalho de renovação só continuará em Mogi e parabéns a todos os que acreditaram numa mudança", completou o ex-candidato, garantindo que não há nenhuma negociação para que ele assuma algum cargo na administração municipal.

Posições

Na semana que antecedeu a votação, o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota que autorizava a militância e filiados a votar "de acordo com suas convicções do que seja melhor para Mogi das Cruzes", entretanto, Cunha teve apoio petista neste segundo turno.

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro de Felipe Lintz também deixou em aberto para que os filiados decidissem o encaminhamento do voto no segundo turno. Assim como Valverde, Lintz também declarou voto ao vereador Caio Cunha e acreditou que os votos dos seus eleitores no primeiro turno foram transferidos para o prefeito eleito na eleição de domingo.