Apanhado eleitoral

Parte do Brasil parou para prestar atenção nas (intermináveis) eleições para a Presidência dos Estados Unidos. Isso é normal, afinal o que os ianques fazem por lá acaba respigando por aqui, seja bom ou ruim, mas daqui a uma semana será a nossa vez - com o advento de que possuímos urnas eletrônicas e o resultado será conhecido no mesmo dia -, portanto nossa atenção deverá ser maior ainda porque, se as ações dos americanos nos afetam, as atitudes tomadas por nossos prefeitos e vereadores afetam mais ainda.

É comum nesta reta final de campanha relâmpago, feita de forma mais resumida por causa do coronavírus, pipocarem informações falsas de pesquisas ou acusações de um candidato contra o outro. O eleitor precisa estar atento a isso e não acreditar em qualquer informação que receba, antes é preciso promover a checagem da informação recebida. Textos que começam com "está provado", "veja o que ainda não foi publicado", ou "informação com exclusividade" têm grandes chances de serem falsos e não devem ser repassados antes da certeza da fonte. E, se forem falsos, o correto é denunciar à Justiça.

Além da verificação de notícias duvidosas e engajamento no dia do voto, é preciso prestar atenção ao que diz o candidato predileto em propostas e projetos para os próximos quatro anos. Políticos que prometem investimentos em dinheiro, sem especificar de onde vem os valores, ainda mais em época de vacas magras em que dinheiro virou material raro, devem ser melhor investigados pelo eleitor, principalmente aqueles que dizem que "dá para fazer, basta vontade política".

Mas, apesar de todas as cobranças legítimas que os prefeitos e vereadores devem receber a partir de 1º de janeiro de 2021, é preciso lembrar que 2020 foi um ano atípico e todo o Brasil, e talvez o mundo, precisará de um respiro para botar as coisas em ordem e voltar os rumos em direção à qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento das cidades, sem esquecer do engajamento que precisamos ter. E isso deve começar agora, em 15 de novembro.