Queda nos crimes?

A Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes inaugura hoje, na avenida Fernando Costa, centro da cidade, a sua Central de Polícia Judiciária (CPJ). O modelo consiste em direcionar os flagrantes, sejam eles feitos pela Polícia Militar ou Guarda Civil Municipal, entre outras forças policiais, para este espaço. Com isso, as delegacias regulares, que no caso de Mogi são quatro, terão atendimentos voltados aos moradores para a elaboração de boletins de ocorrências. A exceção será quando houver um flagrante feito pela própria Polícia Civil, que será feito na delegacia onde a equipe atua.

O grande chamariz para alterar a forma de como as delegacias recebem os flagrantes está em diminuir o tempo em que o PM ou GCM precisa esperar para concretizar o serviço. Para o delegado-assistente da Seccional, Júlio Vaz, ter profissionais especializados para a nova CPJ fará com que os registros sejam mais rápidos, e, por tabela, o policial possa voltar o quanto antes para as ruas.

A ideia é boa e se funcionar pode reduzir os indicadores criminais em Mogi, que por si só já traria um ganho enorme para a cidade. Após a inauguração e início dos trabalhos, o andamento dos serviços serão avaliados de forma contínua. Trazendo um resultado satisfatório, o modelo poderá ser instalado em Suzano, segundo informação do próprio Júlio Vaz.

Há um porém. Se por um lado as delegacias ficarão livres para os cidadãos registrarem boletins de ocorrências, por outro, o 1º Distrito Policial de Mogi e o 2º Distrito Policial de Braz Cubas não mais funcionarão aos finais de semana, como ocorre hoje. O atendimento nestes dois DPs serão como no 3º DP de Cezar de Souza e o 4º de Jundiapeba: durante a semana e em horário comercial. Essa mudança pode impulsionar os registros de BOs por meio da internet, algo que almeja a Secretaria de Estado de Segurança Pública para justamente liberar as delegacias, mas este é um outro passo. De imediato, se a CPJ conseguir reduzir os crimes praticados em Mogi para além da queda mensal, que já ocorre em toda a Região Metropolitana de São Paulo, a iniciativa já terá valido a pena.