Leitos Covid

Parece estar cada vez mais claro que os números de casos e mortes envolvendo o coronavírus (Covid-19) estão aumentando. Ao que tudo indica, o Brasil não irá escapar de uma nova leva de infecção, o que deverá elevar os casos de óbito em razão da doença e, essa situação, inevitavelmente deverá passar pelo Alto Tietê, que ultrapassou na semana passada a barreira das 1,6 mil mortes por coronavírus.

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, ligada ao Ministério da Saúde, apontou, entre os dias 8 e 14 deste mês, que os casos da enfermidade no Estado de São Paulo estão crescendo. Por sua vez, a Fundação Seade informou que os casos na capital paulista subiram 29,5% nos primeiros 17 dias de novembro em relação ao mesmo período de outubro.

Outro ponto para se medir isso é a ocupação de leitos. No Sírio-Libanês houve 120 internações, sendo 30% no setor de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) entre este mês e outubro, e no Hospital Albert Einstein a média de internações está em 55 por mês, com base até 9 de novembro, sendo que, em abril, no pico da pandemia, as hospitalizações médias estavam em 111 por mês.

Pode ser que ainda seja cedo para falar que o país esteja passando por uma segunda onda, mas o fato é que os hospitais, ao menos com a informação das unidades de saúde particulares, continuam com um nível alto de ocupação.

Na edição do último sábado, Mogi News e Dat informaram a queda na quantidade de leitos para o tratamento de Covid, como exemplo, as vagas de UTI tiveram queda de 72,8% em Suzano e de 52,5% em Mogi em unidades públicas. A queda é natural, os casos começaram a cair e a procura por hospitalização também diminui. Dessa forma, as unidades de saúde se voltaram para outros atendimentos. Mogi chegou até a ensaiar a volta das cirurgias eletivas - aquelas que não têm urgência -, mas um decreto do Estado proibiu o retorno e adiou os planos da administração municipal.

O momento é de pânico? Não. Mas é prudente que as prefeituras, além do próprio Estado, pensem na volta desses leitos antes que os casos (tomara que não) voltem a explodir no Alto Tietê e demais regiões brasileiras.