Primeiro a saúde?

Fora os negacionaistas, todos sabem que o coronavírus ainda está em evidência, mas, ainda assim, muitos já andam nas ruas sem máscaras de proteção e cuidados com higiene, e se valem daquela velha máxima: "Nunca vai acontecer comigo".

Com esse pensamento, muitas vidas já foram perdidas - só no Alto Tietê são 36.330 casos e 1.618 mortes.

Talvez essa despreocupação crescente com a Covid-19 encontre respaldo na iminência da vacina, que deve entrar em circulação ainda no primeiro trimestre do ano que vem, mas até lá, ainda há um bom caminho a ser vencido.

Se desfazer de proteções a esta altura parece não ser a melhor solução, por isso, esse seria o momento das prefeituras das dez cidades da região voltar à carga para falar sobre os riscos dessa doença, ainda pouco conhecida no que diz respeito aos avanços que ela faz dentro do organismo e o que é possível realizar para frear as investidas que ela produz no corpo. Se por um lado, cabe a ciência e pesquisadores buscar uma solução rápida para a questão, por outro, cabe aos líderes políticos alertar a população sobre a atenção necessária à capacidade de infecção do coronavírus.

O momento pede cautela. Datas importantes estão chegando, como o Natal e Ano Novo e, nesta semana, a Black Friday deve dar uma amostra de como serão as vendas a partir do mês que vem, período em que o cidadão põe mais a mão no bolso para gastar com presentes.

Os acotovelamentos para entrar nas lojas devem ser menores, justamente em razão da pandemia. Boa parte dos consumidores aprenderam a usar os meios eletrônicos para comprar e devem manter esse método, mas há aqueles que não abrem mão da visita à loja física, e isso pode contribuir para a disseminação ainda maior do vírus.

A retomada de campanhas de concretização precisa ocorrer. Ainda não dá para fechar comércios e outros estabelecimentos, mas se o avanço não for mantido, talvez não haja outra solução, até a chegada das vacinas.

O discurso "Primeiro a saíde, depois a economia" ainda vale para alguns?