Liberdade e expressão - II

Achei adequada, e até hilária, uma charge que casa bem com o conceito atual de liberdade de expressão: alguém na rua festeja, carregando uma placa com os dizeres "Intervenção Militar Já", a chegada de um tanque de guerra e grita "É isso aí!!!" O soldado de cima do carro de combate resmunga "Elemento não autorizado a falar!", e manobrando o canhão dispara pulverizando o indivíduo.

O diálogo aberto e democrático que permite opiniões de polos diferentes, mesmo as mais radicais, é essencial para que se possa expressar e praticar a "verdadeira liberdade de expressão", sem restrição. Onde encontrar a verdade que liberta se todos querem impor a sua verdade de uma maneira autocrática?

Festejamos o Natal que significa a vinda do Filho de Deus, Jesus, que desejou compartilhar conosco essa verdade que liberta, porém, foi rejeitado em Sua sabedoria. Os homens quiseram ser mais sábios do que Ele. Para aqueles que haviam crido disse que permanecendo Nele, que é a verdade, e em sua palavra como discípulos, conheceriam a verdade e a verdade os libertaria da escravidão do pecado. Judas não permaneceu em sua palavra, escravizado pelo amor ao dinheiro vendeu sua honra aos sacerdotes por 30 moedas de prata.

Muitos em nossos dias, como Judas, trazem na lapela uma etiqueta com o valor de venda da sua moral. A Bíblia diz que o indigno (ímpio) não tem paz. A paz do mundo é efêmera e logo se desfaz; a paz de Deus é eterna. Mário Quintana, poeta e jornalista brasileiro: "Então o amor e a amizade são isso: Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço". O laço é liberdade e o nó, escravidão. A tolerância da sociedade, escravizada ao pecado, tem sido o rolo compressor que está destruindo os valores morais e espirituais do homem pós-moderno, a pregação dessa teologia humanista de um cristianismo sem Cristo e de um deus de amor sem justiça nunca destruirá a fé dos que tem crido que Jesus Cristo é o nosso único e eterno Príncipe da Paz.

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