Colégio Eleitoral confirma a vitória de Joe Biden

Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris tomarão posse no dia 20 de janeiro
Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris tomarão posse no dia 20 de janeiro - FOTO: Divulgação
O Colégio Eleitoral americano sacramentou, ontem à noite, a vitória do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden. Com a confirmação do triunfo na Califórnia, o democrata somou 302 votos no Colégio Eleitoral, acima dos 270 necessários para tomar posse em 20 de janeiro. A expectativa era de que, até o fim do dia ou no início desta madrugada, ele reunisse os 306 delegados conquistados nas eleições presidenciais de novembro.

Seguindo o rito constitucional, os 538 delegados do Colégio Eleitoral se encontraram ontem para depositar nas urnas seus votos para presidente. Esta etapa é considerada uma formalidade, mas adquiriu importância neste ano diante da contestação, sem provas, da lisura do pleito por parte do atual presidente, Donald Trump. O mandatário da Casa Branca obteve 232 votos no Colégio Eleitoral.

Depois disso, as cédulas seguem para Washington e serão somadas apenas em 6 de janeiro, quando, em sessão do Congresso, o presidente do Senado e vice-presidente, Mike Pence, deve proclamar oficialmente o nome do novo presidente americano e da vice-presidente, Kamala Harris. Joe Biden agendou para a noite de ontem um discurso pela vitória no Colégio Eleitoral.

Trump, por outro lado, já afirmou que pretende lutar até o fim para reverter o resultado do pleito. Na semana passada, a Suprema Corte rejeitou duas ações judiciais que tentavam invalidar a votação em estados cruciais, entre eles Geórgia, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin - todos vencidos por Biden. Mesmo com as derrotas nas ações, o republicano sustenta que continuará a batalha jurídica.

Brasil

A confirmação do êxito de Biden pelos delegados tende a repercutir no Brasil. Aliado de Trump e descolado de outras lideranças mundiais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda não cumprimentou o democrata e, a interlocutores, disse que só viria a fazê-lo após a votação no Colégio Eleitoral.

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