'O fato é grave, mas não há provas' diz Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse ontem, que são "graves" as acusações de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elaborou orientações para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), mas ressaltou que ainda faltam provas para confirmar o episódio. "O fato é grave, o que não temos são provas e não trabalhamos com narrativas, mas com fatos e provas", disse Aras.

Jair Bolsonaro

A Procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) começou uma análise preliminar de denúncias de crimes contra a humanidade atribuídos ao presidente Jair Bolsonaro. A Corte foi acionada em 2019 pelo Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu) e pela Comissão Arns, que acusam destruição ambiental e ataques a povos indígenas.

O documento informa que o órgão vai examinar os fatos. Mas o histórico do tribunal indica que as responsabilizações de chefes ou ex-chefes de Estado costumam levar uma década. (E.C.)