Guedes faz comparação entre auxílio e vacina

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem à jornalistas que, do ponto de vista econômico, é "evidente" que a vacinação é um investimento que tem que ser feito pelo governo. "O auxílio custa R$ 55 bilhões por mês, a vacinação de toda a população, R$ 20 bilhões, menos da metade", comparou.

Enquanto 14 ministros e o próprio presidente Jair Bolsonaro foram contaminados pelo coronavírus, Guedes ressaltou que até agora conseguiu não ser atingido, mas que tem que adotar cuidados. "Trabalhei esse tempo todo no meio de uma porção de gente que pegou", lembrou. "Tenho 71 anos, tenho que me cuidar. Tenho amigos e parentes atingidos, tenho enorme sensibilidade."

Guedes comparou a privacidade em relação à vacinação com o voto. "Eu como cidadão tenho direito à privacidade sobre se vou tomar e qual vacina tomarei. É como o voto, por exemplo. Tenho direito à privacidade", completou.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro declarou que não tomará a vacina. "Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu e ponto final", afirmou Bolsonaro, no programa do apresentador José Luiz Datena, da TV Band.

Já Guedes disse que, como qualquer brasileiro, tem o direito de escolher se vai se vacinar, mas que, como ministro, defende a vacinação voluntária e gratuita. "Se alguém não quiser tomar, tem que ter direito. Mas também não pode ir ao cinema", afirmou.

Inflação

Guedes, voltou a dizer, que o aumento de preços, como os de alimentos, é transitório e não se transformará em algo permanente. E que é a independência do Banco Central que garantirá isso.

Para Guedes, é "extraordinário" que as exportações tenham caído "só 4% a 6% "..

Ele admitiu que, por outro lado, as negociações internacionais "andou bem devagar". "Queremos aprofundar a agroindústria para aumentar valor adicionado das exportações brasileiras", completou.