Mortes de mogianos em Paraisópolis completa 1 ano

Bruno Gabriel dos Santos, tinha 22 anos
Bruno Gabriel dos Santos, tinha 22 anos - FOTO: Fotos: Reprodução
A morte de nove jovens pisoteados, entre eles Bruno Gabriel dos Santos, de 22 anos, e Gabriel Rogério de Moraes, de 20, ambos de Mogi das Cruzes, durante um baile funk no bairro de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, completou um ano ontem. O principal inquérito, conduzido pela Polícia Civil, ainda não foi concluído, mas o Ministério Público (MP) já antecipou que enxerga culpa de parte dos policiais militares no caso. Por sua vez, a corregedoria da Polícia Militar concluiu um inquérito feito por ela e entregou a conclusão para o MP e para a Justiça.

A polícia atuou para dispersar o baile na comunidade. Esse pancadão, na época, costumava reunir entre 3 mil e 5 mil pessoas nos fins de semana. Os agentes dizem que perseguiam um suspeito e foram alvo de disparos.

A ação causou tumulto e levou as vítimas para duas vielas, onde as pessoas se aglomeraram. Testemunhas relatam truculência na ação policial, o que teria colaborado para aumentar o tumulto e dificultar a dispersão.

A principal investigação do caso é conduzida desde dezembro pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a apuração segue em andamento, sob sigilo, "com o cumprimento de solicitações feitas pela promotoria".

O inquérito poderá esclarecer como atuou cada agente durante a ocorrência Na tarde de ontem, as famílias das vítimas se reuniram em frente ao Palácio do Bandeirantes, sede do governo paulista no Morumbi, em um ato em memória dos jovens e para pedir justiça no caso.

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