Caio Cunha analisa extinção e unificação de secretarias

Três dias após o resultado do segundo turno das eleições municipais, o prefeito eleito, Caio Cunha (Pode), começa a anunciar suas intenções quanto à reestruturação das secretarias municipais.

Como principais propostas apontadas pelo vereador estão a extinção da Secretaria de Verde e Meio Ambiente e a unificação da Pasta de Obras com Planejamento e Urbanismo. A primeira seria rebaixada a uma coordenadoria, responsável pelas campanhas e os programas sobre o tema, enquanto as questões burocráticas e de processos seriam acopladas à Pasta de Obras e Planejamento. Já a anexação das secretarias ocorreria por motivos "técnicos e de economia de gastos", como explicado pelo prefeito eleito.

Segundo o vereador e próximo chefe do Executivo, a mudança analisada por seu grupo na área ambiental agilizaria os processos que hoje tramitam na secretaria e não representa a perda de qualidade do serviço prestado. Garantindo que irá promover melhorias no tema ambiental da cidade, Caio Cunha diz que a existência, ou não, de uma secretaria não significa que a pauta é tratada como deveria. 

"Não é a extinção, é a readequação. Ter a secretaria não quer dizer que o tema é bem tratado no município", explicou Cunha. "Fui do Partido Verde e faço parte do Raps (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), então sei da importância do tema. É apenas uma readequação administrativa", pontuou.

Na terça-feira passada, o prefeito eleito Caio Cunha convidou publicamente o secretário de Planejamento e Urbanismo, Claudio de Faria Rodrigues, para continuar no cargo e ser o seu secretário. "Claudinho, você está convidado a participar do nosso time", disse Cunha. Durante a coletiva da vitória, já eleito, Cunha disse que gosta muito do trabalho do atual secretário de Planejamento e Urbanismo.

Manifesto

Nas redes sociais, um grupo de biólogos, professores e pesquisadores ligados às questões ambientais defendeu a permanência da Pasta de Verde e Meio Ambiente. Como argumento, o grupo ressalta características da cidade, como 60% de área protegida - por ter 49% de áreas de mananciais -, um dos maiores fragmentos de Mata Atlântica da região do Alto Tietê - a Serra do Itapeti - e fragmentos da Serra do Mar.

A bióloga Monica Andrade postou uma carta aberta em sua página no Facebook afirmando que a secretaria se mostrou aberta e interessada nos estudos acadêmicos que estavam sendo realizados na região e que propostas que vinham com os resultados de pesquisas científicas foram apresentadas na cidade e viraram políticas públicas em Mogi.

"Escrevo essa carta para expor o que tenho base para dizer e solicitando publicamente que esta decisão seja repensada de maneira a não ser firmada diante de sua posse ano que vem", escreveu. "É incabível que um município como Mogi das Cruzes não tenha uma Secretaria de Verde e Meio Ambiente. Todas essas pautas não cabem em outras secretarias ou projetos", completou Monica.

Deixe uma resposta

Comentários