Segurança teme aglomerações e promete maior fiscalização

Com a aproximação das festas de final de ano, a Secretaria Municipal de Segurança Pública teme um aumento no número de aglomerações nesse período. De acordo com a Pasta, a maior quantidade de ocorrências registradas ao longo da quarentena envolve festas, bailes e encontros de jovens. Nos finais de semanas, dias de maiores ocorrências, a Ouvidoria chega a receber mais de 200 chamadas, quase a metade delas a respeito de encontros irregulares.

Entre o início da pandemia de coronavírus (Covid-19), em março, até o mês passado, já foram registradas 101 autuações referentes a desrespeito das regras para o combate da Covid-19. Outro número representativo são as autuações referentes à Perturbação do Sossego (Lei do Silêncio e Pancadão), que somam 217 autuações, até novembro.

O Secretário de Segurança Pública Paulo Roberto Madureira Sales, alertou que os encontros e festas irregulares representam um grande problema para manutenção das medidas de distanciamento social em razão da pandemia do coronavírus.

"Todo final de semana temos um volume de 200 chamadas e cerca de 40% dessas denúncias são sobre festas ilegais. Os jovens que frequentam e promovem esses eventos precisam entender que, ao voltarem para casa, podem contaminar seus parentes que pertencem aos grupos de riscos", explicou.

Em contrapartida, Sales informou que os comerciantes e lojistas mogianos têm respeitado as medidas e proporcionado o necessário para higienização e distanciamento dos clientes.

Para este final do ano, tradicionalmente se espera um maior volume de vendas, mas essas aglomerações deverão ser mitigadas, isso porque o Mogi e o Alto Tietê, em conjunto com todo o Estado, foi reclassificado para a fase amarela do Plano São Paulo.

A medida que entra em vigor na próxima segunda-feira reduz o horário de funcionamento dos estabelecimentos para 10 horas e volta a limitar a capacidade máxima dos ambientes em 40% de lotação. "Vamos fiscalizar da melhor maneira possível, usando o bom senso e multando somente em casos extremos", disse o secretário. "Nos entendemos que essa é uma época que os comerciantes aguardavam ansiosamente para conseguir uma recuperação econômica", completou.

*Texto supervisionado pelo editor.