Três vereadores serão ouvidos na CEI

O restante do grupo de vereadores denunciados pelo Ministério Público (MP) por suposta corrupção na Câmara Municipal será ouvido hoje pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta no Legislativo para apurar a veracidade dos fatos apresentados pelo Ministério Público (MP) à Justiça.

Após as oitivas dos vereadores Antonio Lino (PSD), Carlos Evaristo (PSB) e Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão, realizada na última terça-feira, o grupo de trabalho no Legislativo interroga a partir das 8 horas de hoje os parlamentares Francisco Bezerra (PSB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB).

Na sessão da última terça-feira, os parlamentares disseram que os depósitos bancários feitos em suas contas pelo parlamentar Mauro Araújo (MDB) se tratavam de empréstimos pessoais, sem ligação com uma possível compra de apoio político na Casa, como aponta a Promotoria.

A expectativa do presidente da CEI, Pedro Komura (PSDB) é de que, após ouvir os outros vereadores, o que ocorre hoje, o relatório final comece a ser produzido para conclusão antes do fim deste mandato. Francisco Bezerra (PSB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB) completam a lista dos parlamentares que serão ouvidos.

O que disseram

O primeiro a ser ouvido na terça-feira foi o parlamentar Antonio Lino. O vereador rebateu a denúncia que afirma que ele apresentou à Câmara o Projeto de Lei 163/2019, da lei de alteração do parcelamento do solo urbano, para favorecer interesses de empresários, tema também investigado pelo MP. Segundo ele, o projeto apresentado visava tirar a obrigatoriedade de se construir áreas de lazer em pequenos empreendimentos residenciais, para que o empreendedor pudesse ocupar o terreno com mais casas.

No mesmo sentido, o segundo interrogado, vereador Carlos Evaristo (PSB), também reforçou a narrativa de se tratar de empréstimos que foram quitados. Além dos empréstimos, o parlamentar disse que cerca de R$ 25 mil do total depositado em sua conta se trata da venda de um automóvel.

Por último, Diego de Amorim Martins (MDB) foi ouvido e disse que os valores foram emprestados por Araújo enquanto seu amigo, e não como vereador. "O primeiro empréstimo foi feito em 2018, oito meses antes do projeto do Plano Diretor ser votado na Câmara. O projeto nem estava na Casa ainda", se defendeu. "Já o segundo, foi feito nove meses depois",
justificou. (F.A.)