Felipe Lintz afirma que áudios foram adulterados

Lintz diz ter provas de que o material foi editado
Lintz diz ter provas de que o material foi editado - FOTO: Arquivo Pessoal
Após a divulgação de áudios do ex-candidato Felipe Lintz (PRTB) nos quais ele planeja como indicar nomes de sua confiança ao prefeito eleito Caio Cunha (Pode) para ocupar secretarias municipais, o político de 25 anos se defendeu das críticas que vem sofrendo nas redes sociais, afirmando que o conteúdo foi editado, tirado de contexto.

Em entrevista à reportagem na tarde de ontem, o político afirmou não haver "crimes, nem atos imorais" no conteúdo vazado e que a todo instante declara apoio ao prefeito eleito Cunha mesmo que ele não acatasse suas indicações às Pastas.

"Minha intenção sempre foi indicar pessoas técnicas e honestas. O Caio não tinha a obrigação de aceitar esses nomes", rebateu Lintz. "Não houve participação do Caio nisso, a responsabilidade é minha, partiu de mim. Eu só queria pessoas técnicas e competentes nos cargos.

No conteúdo divulgado nas redes sociais, o político demonstra seu desejo de participar do secretariado de Cunha afirmando que a Secretaria Municipal de Gestão seria dele.

Em outro áudio vazado, Lintz é gravado insinuando sobre a sexualidade do secretário de Cultura, Mateus Sartori, de forma ofensiva, dizendo que ele e o deputado Marco Bertaiolli (PSD) são "namorados" e que o parlamentar se aproveita de verbas da Cultura para realizar suas campanhas.

A assessoria do deputado Bertaiolli disse em nota que a acusação é um absurdo tão grande que nem merece ser comentado. Sobre a acusação de que haveria esquema de repasse de verbas da Cultura ao deputado Bertaiolli, o secretário Sartori também preferiu não se manifestar.

O político mogiano diz ter provas de que os áudios foram adulterados, e que, por terem sido obtidos de forma irregular, não têm validade jurídica caso algum dos citados queira acioná-lo judicialmente.

"Talvez politicamente (o vazamento do áudio traga consequências), mas eu não tenho ligação com esse sistema nem com os políticos citados. A partir do momento que tenho provas de que o material foi editado, não tem o que discutir, não tem validade", disse. (F.A.)

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