Transição inicia definindo prioridades

As equipes escolhidas pelo atual prefeito, Marcus Melo (PSDB), e o futuro chefe do Executivo, Caio Cunha (Pode), realizaram na manhã de ontem a primeira reunião oficial para dar início à transição entre os governos.

No encontro, os times - como vêm sendo chamados - definiram temas prioritários em que a nova gestão deseja ter acesso aos dados de forma urgente. Educação, Saúde e Transportes foram elencados como os primeiros, que precisam ser compartilhados entre as assessorias. Todos os assuntos prioritários estão, em maior ou menor grau, relacionados à pandemia da Covid-19, que vem provocando novas mudanças na cidade, como a imposição de medidas restritivas ao comércio, iniciadas ontem.

Segundo o coordenador escolhido por Cunha para liderar o processo de transição, Lucas Porto, a reunião de ontem contou com a participação do atual secretário de Planejamento e Urbanismo, Claudio de Faria Rodrigues, de Finanças, Clovis da Silva Hatiw Lú Júnior, e Guilherme Luiz Server Carvalho, do setor jurídico.

"Nessa reunião ajustamos as agendas necessárias para começar o aprofundamento dos temas. Combinamos como vai ser o processo de interação entre as equipes e definimos as pautas importantes e urgentes", explicou Porto.

Questionado a respeito de uma primeira impressão sobre os dados públicos, o coordenador disse que apenas na próxima semana os dados coletados começarão a ser analisados pela equipe do novo governo. "Tivemos essa conversa só de alinhamento e, a partir do final desta semana, vamos ter um cenário mais claro da situação, com o levantamento das informações. Vamos solicitar esses dados por meio das conversas e de ofícios que estamos expedindo para a atual gestão", completou.

A busca da equipe de Cunha por detalhes sobre a Saúde de Mogi se faz necessária no momento em que a ameça da segunda onda de contaminação da Covid-19 é real. Cunha não contará com o hospital de campanha construído em maio e que, até setembro, oferecia 200 leitos de enfermaria para tratamento da doença. A queda de quase R$ 100 milhões registrada no Orçamento para o próximo ano também será uma preocupação gerada pelo coronavírus.

Já na Educação, Cunha precisa dos dados para tomar uma importante decisão logo em seus primeiros meses de mandato. O retorno das aulas está previsto para fevereiro, entretanto, com a iminente segunda onda de contágio, o calendário do próximo ano ficou incerto e a responsabilidade da decisão ficará a cargo do próximo prefeito.

No quesito Transportes, a equipe de Cunha irá encontrar um cenário menos caótico do que o registrado durante a pandemia. Atualmente operam 84% da frota municipal, mas a cidade já chegou a ter apenas 60% dos coletivos nas ruas. As reclamações sobre aglomerações nos ônibus também reduziram nos últimos meses, mas ainda são registradas. (F.A.)

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