Secretário Gorinchteyn também é contrário à restrição no PS

Um dia após o anúncio da restrição do Pronto Socorro do Hospital Estadual Luzia de Pinho Melo apenas a casos graves e de urgência, a solicitação de revisão da decisão chegou ao mais alto escalão da Saúde do governo do Estado.

Ontem pela manhã, o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) conversou com o secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, que também se manifestou contrário à restrição do Pronto Socorro do Luzia. A informação foi passada pelo próprio parlamentar federal, que já havia se manifestado contrário à medida. O titular da Pasta do Estado é responsável pela tomada de decisão da Saúde no território paulista.

Um dia antes, na quarta-feira à noite, Bertaiolli levou a solicitação de que a medida não comece a valer a partir do próximo dia 15 ao vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia (PSDB), que se comprometeu a analisar a solicitação de interesse do Alto Tietê.

"Vamos olhar com muita atenção essa demanda específica do Pronto Socorro. Essa e outras questões de Mogi estão sempre sendo muito bem colocadas para o governo do Estado por intermédio do Bertaiolli. Logo logo vamos estar visitando Mogi das Cruzes e, em breve, vamos dar uma resposta objetiva sobre o tema da Saúde", disse o vice-governador do Estado ao lado de Bertaiolli em postagem nas redes sociais.

O deputado Bertaiolli explicou ontem pela manhã que a decisão de restringir o Pronto Socorro não foi tomada pelo governo do Estado e que todos estão trabalhando para que a medida seja revista. "Não considero que existe essa decisão ainda, estamos todos trabalhando para barrar essa decisão. Não tem cabimento", disse o parlamentar federal. 

Quem também se manifestou contrário à decisão, agora de forma incisiva, foi o prefeito eleito Caio Cunha (Pode), em concordância com o posicionamento do secretário de Saúde de Mogi, Henrique Naufel, escolhido por ele para permanecer no cargo. 

"Estamos diante de um cenário crítico da saúde, em uma era pandêmica que exige todo esforço em prol das unidades da Saúde e não o fechamento das mesmas. Lutaremos e trabalharemos para reverter essa situação, que pode prejudicar - e muito - a saúde de toda população do Alto Tietê", disse o prefeito eleito.

De acordo com o Estado, a mudança visa otimizar a estrutura e o funcionamento para garantir atendimento aos casos mais complexos como traumas, infartos, ferimento por arma de fogo e pacientes com quadro de Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame.

O diretor clínico do Luzia, Luiz Carlos Barbosa, garantiu que a demanda gerada aos municípios por conta do fechamento do PS consegue ser suprida pelas unidades básicas municipais.

Com a mesma linha de raciocínio, o deputado estadual Marcos Damásio (PL) considerou a medida como correta, por conta da possibilidade de eliminar a fila de espera por atendimento no PS. "Isso pressiona os municípios a investirem na melhoria do atendimento médico em suas unidades de saúde e até em sua expansão, o que beneficiará a população", definiu o parlamentar.

O secretário Naufel, afirmou que, em reunião antes do período eleitoral, expôs que Mogi e a região não estavam preparadas para o fechamento do PS. "Do jeito que está, não", repudiou. "Falei que nós podemos até pensar, mas não aceitar, não nesse momento, da forma que foi feito", completou Naufel, que não foi informado da decisão antes dela ser anunciada à imprensa.

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