População Economicamente Ativa de 25% preocupa técnicos

De acordo com estimativas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, a População Economicamente Ativa (PEA) atual de Mogi das Cruzes gira em torno de 113 mil pessoas, ou 25% dos moradores do município.

Segundo definições do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a PEA é definida como a mão de obra com a qual o setor produtivo pode contar, ou seja, o número de habitantes em idade e condições físicas para exercer algum ofício no mercado de trabalho.

Para o diretor da Pasta, Claudio Costa, o índice de 25% é baixo frente a outras cidades do mesmo porte de Mogi, o que faz com que empresas busquem outros municípios quando estiverem analisando possibilidades de investimentos. "Acho que esse número deveria ser maior", resumiu Costa.

Como exemplo, ele cita o município de Jundiaí, no interior do Estado. De acordo com o diretor, por lá, a PEA é de aproximadamente 46%, com cerca de 170 mil pessoas movimentando a economia da cidade, cerca de 60 mil a mais do que o registrado em Mogi. "Isso é um impacto forte. Se você tem uma franquia e está procurando uma cidade para investir, provavelmente você vai optar por Jundiaí", completou.

Há ainda cerca de 200 mil pessoas que vivem da informalidade na cidade, segundo o representante da Pasta. Ao mesmo tempo que tal situação representa, por vezes, a única forma de sustento de diversas famílias, o modelo informal de trabalho gera, na visão do diretor, um problema quanto aos impostos que não são recolhidos. "Essas pessoas não geram tributo, pois não são legalizadas, mas usam todos os equipamentos do governo, como creches, escola, sistema de saúde, de forma gratuita, mas não contribuem", explicou Costa, afirmando que é necessário criar um equilíbrio nesta relação.

Ainda segundo o diretor, outra preocupação é o fim do auxílio emergencial, programado para ocorrer no início de 2021. Neste ano, cerca de 164 mil pessoas de Mogi receberam algum tipo de ajuda do governo federal em programas como o Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o auxílio emergencial para socorrer famílias necessitadas que perderam renda durante a pandemia, sendo este último a maioria deste grupo, com 128 mil integrantes.

"É correto dizer que cerca de 35% da nossa população depende do governo federal. Com o término do pagamento do auxílio emergencial, essas pessoas vão ter dificuldades. Isso é preocupante, pois falamos de um terço da população que não terá renda", alertou Costa.

Caged

Mogi das Cruzes já recuperou cerca de 70% dos empregos formais perdidos na cidade entre abril e junho, durante o período de maior impacto das medidas adotas para controle da pandemia do coronavírus que resultou em mais demissões do que contratações no município.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados no mês passado, de dez postos de trabalhos fechados no período, sete já foram reabertos e estão com profissionais em atividade.

Entre abril e outubro foram fechados 4.146 pontos de trabalho formal, ao passo que 2.957 foram criados. Isso significa que há ainda 1.189 vagas que foram extintas durante a pandemia.

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