Mogi pode receber R$ 19 milhões para manter 32 leitos para Covid

Mogi das Cruzes pode receber aproximadamente R$ 19 milhões do governo federal caso mantenha em funcionamento 32 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos ao atendimento de paciente com coronavírus (Covid-19) até o final de 2021, que provavelmente seriam instalados no Hospital Municipal, em Braz Cubas, centro de referência ao coronavírus em Mogi.

Segundo o secretário Municipal de Saúde, Henrique Naufel, a intenção de Brasília é garantir uma quantidade mínima de leitos, evitando que haja uma desmobilização de vagas com a chegada da vacina contra o vírus.

Tal reserva só não foi destinada ainda pois o governo federal ainda não definiu os detalhes sobre esse processo de garantia dos leitos exclusivos ao combate à Covid-19. Mesmo já tendo informado o Palácio do Planalto sobre a disponibilidade da cidade reservar estes 32 leitos, o número é apenas uma estimativa do quantas unidades Mogi poderia garantir.

Atualmente o município conta com 60 leitos de Enfermaria e 34 de UTI, número que será aumentado com a abertura de mais 30 vagas de Enfermaria na UnicaFisio. Com a mudança, a cidade terá a condição de ter 70 leitos de Enfermaria e 54 de UTI conforme a necessidade.

"Essa medida é importante e especialmente para a população. Isso dá a segurança caso haja a manutenção do estado de pandemia", ressaltou Naufel.

Ainda de acordo com ele, o governo brasileiro informou que as cidades contatadas são as que já prestam o atendimento e que o mínimo de leitos que poderiam ser reservados seria de dez e o máximo a quantidade que já é utilizada atualmente.

O anúncio foi feito pelo secretário durante a divulgação de que permaneceria à frente do cargo na gestão do prefeito eleito Caio Cunha (Pode). Naufel disse que, por interferir na administração futura, conversou com o atual prefeito Marcus Melo (PSDB) que solicitou que o tema fosse compartilhado com o próximo chefe do Executivo.

Naufel também disse não ter novidades sobre a tentativa de barrar o fechamento do Pronto-Socorro (PS) do Hospital Luzia de Pinho Melo para casos menos graves. A medida está sendo programada para ocorrer na terça-feira para reorganizar o fluxo de pacientes e melhorar a qualidade do serviço prestado. "As forças políticas estão trabalhando nisso. O máximo que posso fazer é a cobrança, mostrando que o momento é inadequado", disse o secretário.