Prefeituras se posicionam sobre adiamento da restrição no PS

Um dia após a Secretaria de Estado da Saúde anunciar o adiamento da restrição de exclusividade aos casos graves no Pronto-Socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, as prefeituras do Alto Tietê se manifestaram sobre como devem encarar o novo cenário que se apresentará a partir de 1º de fevereiro do próximo ano.

A diretoria do Hospital Luzia de Pinho Melo informou ao prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), que a demanda do Pronto-Socorro da unidade é de mais de 70% de Mogi das Cruzes, enquanto que menos de 30% é repartida entre os demais municípios.

Desta forma, segundo a Prefeitura de Suzano, o atendimento de baixa complexidade aos suzanenses seguirá pelo Pronto-Socorro Municipal, Pronto-Socorro Infantil, Pronto Atendimento de Palmeiras e Santa Casa de Misericórdia, todos com atendimento diário em 24 horas. Os 24 postos de saúde também seguem sua rotina de atendimento.

Inclusive, a Prefeitura vem trabalhando na construção do Pronto Atendimento do Boa Vista 24 horas e da Clínica da Família, que acolherão, principalmente, as demandas da região norte. "A Prefeitura está potencializando seus serviços e continua trabalhando para oferecer uma Saúde cada vez de mais qualidade", destacou em nota.

Após pressão de políticos e a manifestação contrária de especialistas, a Secretaria de Estado da Saúde, responsável pela decisão, resolveu postergar a restrição que começaria a valer ontem, para que as prefeituras possam reorganizar suas redes de atendimento até o final de janeiro.

O governo confirmou que o Pronto-Socorro seguirá atendendo a demanda espontânea até o final de janeiro, assim como os casos levados à unidade por ambulâncias ou serviços de resgate ou Samu, bem como pessoas transferidas de outros hospitais. Estes casos mais graves têm atendimento priorizado, como ocorre em qualquer serviço de saúde.

O secretário municipal de Mogi das Cruzes, Henrique Naufel, avaliou o tempo de menos de três meses para a adaptação como pequeno, mas que a principal mudança que precisa ser realizada não é na estrutura física das unidades e sim na quantidade e posição dos profissionais da Saúde. "A determinação não veio da gente, veio do Estado e vamos nos adaptar a esse novo cenário", completou.

Ainda de acordo com o médico Naufel, uma reunião do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) está marcada para amanhã, quando decisões em conjunto serão tomadas pelos gestores de Saúde da região.

Arujá

Segundo a Prefeitura de Arujá, neste momento de pandemia, em que os serviços estão focados no atendimento a casos de Covid-19, será necessário reorganizar os setores para novas demandas.

"Nesta fase de transição de governo, esse prazo é de suma importância para os novos gestores realizarem o planejamento e a divulgação para a população, a fim de conscientizar sobre a importância de que cada serviço seja procurado de acordo com a sua necessidade", disse em nota.

Todas as prefeituras do Alto Tietê foram procuradas pela reportagem. Até o fechamento desta edição, apenas Mogi, Suzano e Arujá se manifestaram sobre o tema.

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