Mortalidade por Covid-19 está ligada a três fatores de risco

Diferente do que se possa imaginar, as mortes por coronavírus (Covid-19) não dependem exclusivamente da falta de resistência às complicações do vírus. A Fundação Estadual Sistema de Análise de Dados (Seade) revelou que a maior parte das pessoas que contraíram o vírus e também foram a óbito pela doença no G5 do Alto Tietê eram diagnosticadas com algum tipo de cardiopatia, diabetes ou doença renal. Estes são, respectivamente, os três maiores fatores de risco encontrados nos pacientes que não resistiram à Covid-19 em Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá.

Em Itaquá, das 328 mortes confirmadas até a noite de segunda-feira, 36,6% das vítimas já sofriam de alguma cardiopatia, 29,6% de diabetes e outras 7,9% por doenças renais. Além disso, 4% das mortes foram em pessoas obesas, a quarta maior causa de falecimentos. Os dados da Fundação Seade mostraram, ainda, que dos 5.133 casos, 10,3% são em pessoas com cardiopatia, 8% por diabéticos e 1,4% em moradores com a doença renal. Com índice de 0,8% estão as pessoas que têm imunodepressão, sendo esta a quarta doença mais recorrente do total de infectados na cidade.

A grande parte dos óbitos pela Covid-19 em Suzano também ocorre em pessoas com cardiopatias (42,2%), diabetes (33%) e doenças renais (6,3%). As pessoas obesas também são as que mais morrem pelo novo vírus, sendo que elas ocupam o quarto maior índice de mortes por coronavírus, com 5,9%. Em relação às confirmações da doença, dos 6.874 casos em Suzano, 8,2% das pessoas têm cardiopatias, 6,4% diabetes, 1% doenças renais e 0,7% são obesas.

Em Mogi, o mais populoso entre o G5, ocorre o mesmo. Segundo a Seade, 51,5% dos que já faleceram pelo coronavírus tinham alguma cardiopatia, 36% eram diabéticos e 10,6% sofriam de uma doença renal. Além disso, outros 8,8% tinham diagnósticos de doenças neurológicas. As quatro enfermidades mais notadas nas confirmações da doença em Mogi são sequencialmente as mesmas, sendo que dos 10.654 casos 10,5% das pessoas tinham cardiopatias, 7,5% diabetes, 1,1% doença renal e 0,8% alguma doença neurológica.

Em Ferraz, das 150 mortes, 38% dos moradores tinham cardiopatia, 32,7% eram diabéticos, 10% sofriam de doença renal e 6,7% tinham quadros de obesidade. Apenas em Ferraz o índice de imunodepressão está acima da doença renal, na maioria dos infectados. Isso porque, das 4,921 confirmações da doença. 9,8% têm cardiopatia, 6,7% diabetes, 1,3% imunodepressão e 0,9% têm doença renal.

Por fim, em Poá, 125 dos moradores que já faleceram em decorrência da nova doença viral, 40,8% tinham cardiopatia, 34,4% eram diagnosticados com diabetes, 10,4% sofriam da doença renal e outros 8% de pneumopatia. Do total das 2.597 confirmações do vírus, 12,6% das pessoas têm cardiopatia, 8,9% são diabéticos e 2,1% têm a doença renal. A imunodepressão é a enfermidade que o relatório do Seade apontou como quarto maior recorrente nos casos do novo coronavírus.