Comissão pedirá autorização para interrogar denunciados

A Comissão Processante (CP) da Câmara de Mogi das Cruzes vai pedir autorização da Justiça para ouvir denunciados pelo Ministério Público (MP). O grupo de trabalho do Legislativo quer interrogar o empresário Joel Leonel Zeferino e André Alvim, assessor do vereador Diego de Amorim Martins (MDB), também denunciado por possíveis atos de corrupção.

O grupo presidido pelo vereador e prefeito eleito Caio Cunha (Pode) já havia solicitado a autorização da Justiça para convocar os vereadores denunciados a comparecerem na Câmara Municipal.

Já foram ouvidos pela CP os vereadores Diego Martins e Carlos Evaristo (PSB). Faltam as oitivas dos parlamentares Antonio Lino (PSD), Jean Lopes (PL), Francisco Bezerra (PSB) e Mauro Araújo (MDB).

Os interrogatórios realizados foram semelhantes aos da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que também investigou a participação dos parlamentares e possíveis irregularidades em contratos públicos. Martins ressaltou que os valores em sua conta se tratam de empréstimos feitos pelo vereador Mauro Araújo (MDB). "O primeiro empréstimo foi feito em 2018, oito meses antes do projeto do Plano Diretor ser votado na Câmara. O projeto nem estava na Casa ainda", se defendeu. "Já o segundo, foi feito nove meses depois", justificou.

Já Evaristo afirmou que a movimentação financeira com Araújo era proveniente de cheques predatados, a venda de um automóvel e empréstimos pessoais.

A Comissão Processante surgiu em decorrência da Operação Legis Easy, deflagrada em setembro de 2019 pelo Ministério Público, tendo por objeto de investigação os contratos públicos do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e da Secretaria de Saúde, envolvendo empresários e parlamentares.

O relator, vereador Rodrigo Valverde (PT), afirmou que os interrogatórios devem ficar para a próxima semana.

Enquanto a CP ainda ouve testemunhas, o relatório final da CEI está prestes de ser finalizado e deve apontar que há indícios de que Mauro Araújo possui envolvimento com os três esquemas de corrupção denunciados pelo Ministério Público (MP). O grupo da Câmara também deve destacar que três parlamentares não possuem indícios de envolvimento na suposta corrupção. (F.A.)

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