Isolamento se mantém baixo em Mogi

O retorno de Mogi das Cruzes à fase amarela do Plano São Paulo, que passou a vigorar na segunda-feira da semana passada, não mudou a rotina da população. De acordo com o índice de isolamento social, medido pelo Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo (Simi), viabilizado por meio de acordo com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM, apenas 38% dos mogianos praticaram o isolamento anteontem. A medida tem sido promovida como forma de diminuir a disseminação do coronavírus (Covid-19).

O percentual em Mogi permanece idêntico ao registrado há um mês. Nas últimas quatro quarta-feiras a cidade teve uma adesão de 38%. Em 29 de junho, quando o Alto Tietê foi classificado para a fase amarela pela primeira vez, a cidade chegou a ter um isolamento de 45% e oscilou entre 40% e 50% nas semanas seguintes.

Na semana que antecedeu a mudança e a cidade ainda se encontrava na fase verde, a média de isolamento era exatamente a mesma. Durante o pico da primeira onda, o governo do Estado chegou a recomendar que o índice ideal fosse superior a 60%, cenário raramente alcançado desde que o monitoramento começou, em março.

De acordo com os dados, é possível perceber, entre segunda e sexta-feira, que os níveis de isolamento em Mogi caem devido à maior circulação de pessoas se deslocando para o trabalho. Por outro lado, nos finais de semana a população tem se protegido mais e praticado o isolamento. Nos dois últimos domingos Mogi alcançou uma adesão de 43%, nos sábados o índice de também foi maior do que o registrado na semana, alcançando 39% dentro do mesmo período analisado.

O relaxamento com a fase amarela tem sido tendência em todo o Estado e no G5 - cinco cidades mais populosas do Alto Tietê - não tem sido diferente. Mogi, Itaquaquecetuba, Suzano, Poá e Ferraz de Vasconcelos registraram uma média de isolamento social de 39% na quarta-feira. Na comparação com a média registrada há três semanas, quando a fase verde ainda vigorava, o índice de isolamento era de 38%.

Mortes

O Alto Tietê confirmou ontem mais nove mortes causadas por Covid-19. Os óbitos, segundo os dados do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), em parceria com as prefeituras, ocorreram Arujá, Ferraz, Mogi e Poá.

Em Arujá foi registrada a morte de uma mulher de 79 anos, enquanto em Ferraz duas mulheres, de 69 e 39 anos não resistiram às investidas do vírus. Em Poá três moradoras foram a óbitos, elas tinham 56, 65 e 70 anos.

Mogi registrou morte apenas de homens, que tinham 79, 88 e 89 anos. Com essa atualização, o Alto Tietê acumula 1.737 falecimentos.

*Texto supervisionado pelo editor.