Novembro tem 10 mortes e ano pode superar os óbitos de 2019

Mogi das Cruzes registrou dez mortes no trânsito em novembro. O número elevado foi repetido apenas um vez neste ano, em maio, antes disso, a dezena de mortes havia sido registrada em 2017, justamente no mês de novembro. Os dados foram divulgados ontem pelo Infosiga ainda apontam que a cidade já superou o acumulado de 2019 em 7%, comparando os meses de janeiro a novembro. Se a cidade mantiver esse ritmo, poderá ultrapassar o total de óbitos registrados no ano passado inteiro.

O total de casos registrado neste ano, entre janeiro e novembro, já supera o saldo registrado no mesmo período do ano passado. De acordo com os dados, 61 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito neste ano na cidade, já em 2019, até novembro, foram 57 óbitos. A diferença representa um crescimento de 7%.

Estas 61 mortes dão a Mogi o pior resultado do G5 do Alto Tietê, pois é seguida, de longe, por Itaquaquecetuba com 28 mortes no acumulado do ano e Suzano com 25. Se Mogi continuar com o alto índice de mortes no trânsito poderá superar 2019 no município que registrou 64 mortes, três a mais do que a cidade já contabilizou até o mês passado.

Se por um lado, Mogi segue em alta e se aproxima de ultrapassar o acumulado o ano anterior, por outro, o G5 como um todo - Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá - registrou queda de 3,2% no número de óbitos no trânsito na comparação com o acumulado do ano passado. Até novembro deste ano, as cinco cidades contabilizaram 121 mortes contra 125 fatalidades registradas em todo o ano passado.

Grande SP

Na região metropolitana da Capital, motociclistas seguem como grupo com maior número de vítimas fatais em novembro (46 contra 48 em 2019, queda de 4,2%). Pedestres estão em segundo lugar com 32 vítimas neste ano (56 em 2019, redução de 42,9%). Em seguida, estão os ocupantes de automóveis com 25 vítimas (24 em 2019, aumento de 4,2%) e ciclistas com 9 vítimas (7 em 2019, aumento de 28,6%).

Homens representam 79,8% das vítimas, enquanto 42% das fatalidades envolveram jovens com idade entre 18 e 34 anos. Vias urbanas abrigaram 57,1% dos acidentes fatais em novembro, a maior parte atropelamentos (31,1%) e colisões entre veículos (28,6%). As ocorrências no mês estiveram concentradas no período noturno (56,3%) e nos finais de semana (55,5%). Condutores representam 52,1% das vítimas fatais de trânsito.