Mortes no trânsito têm queda de 3,2% no G5 do Alto Tietê

As cinco cidades mais populosas do Alto Tietê, que formam o G5 de região, registraram ligeira queda de 3,2% no número de mortes no trânsito entre janeiro e novembro deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pelo Infosiga, órgão do governo do Estado, e apontam que, até novembro deste ano, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá contabilizaram 121 mortes contra 125 registradas no mesmo período de 2019.

Individualmente, a cidade que responde pela maioria desses 121 óbitos do G5 é Mogi, que se destaca como a cidade mais violenta no trânsito na região. No acumulado do ano, a cidade já registrou 61 mortes, os casos seguem em alta e se já superaram o que o município registrou em 2019, quando 57 pessoas morreram no ano entre janeiro e novembro.

Distante de Mogi, mas respondendo pelo segundo maior índice de mortes no trânsito, surge Itaquá com 28 mortes. Ainda que o saldo seja o segundo maior do G5, a cidade está bem abaixo do que registrou dentro do mesmo período em 2019, quando 33 falecimentos foram informados.

Itaquá é seguida por Suzano, que confirmou 25 casos fatais este ano nas ruas da cidade, também abaixo do registrado no ano passado, período em que 30 pessoas perderam a vida em decorrência de acidentes de trânsito nos limites do município.

Com números menos preocupantes aparecem Ferraz de Vasconcelos e Poá. Ferraz registrou uma alta este ano, foram seis casos contra quatro em 2019 e Poá manteve a estabilidade no número de casos, registrando uma morte em 2020 e uma em 2019.

Grande SP

Na região metropolitana da capital, motociclistas seguem como grupo com maior número de vítimas fatais em novembro (46 contra 48 em 2019, queda de 4,2%). Pedestres estão em segundo lugar com 32 vítimas neste ano (56 em 2019, redução de 42,9%). Em seguida, estão os ocupantes de automóveis com 25 vítimas (24 em 2019, aumento de 4,2%) e ciclistas com 9 vítimas (7 em 2019, aumento de 28,6%).

Homens representam 79,8% das vítimas, enquanto 42% das fatalidades envolveram jovens com idade entre 18 e 34 anos. Vias urbanas abrigaram 57,1% dos acidentes fatais em novembro, a maior parte atropelamentos (31,1%) e colisões entre veículos (28,6%). As ocorrências no mês estiveram concentradas no período noturno (56,3%) e nos finais de semana (55,5%). Condutores representam 52,1% das vítimas fatais de trânsito.