Condemat teme restrições mais severas e faz apelo à população

Uma das preocupações com o aumento de casos é a demanda da rede hospitalar
Uma das preocupações com o aumento de casos é a demanda da rede hospitalar - FOTO: Mogi News/Arquivo
A direção do Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê) prevê dificuldades para as prefeituras na fiscalização do cumprimento da medida anunciada ontem pelo Governo, que coloca todo o Estado de São Paulo na fase vermelha entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1 e 3 de janeiro, e faz um apelo à população para que evite aglomerações, contribuindo para a redução da transmissão do coronavírus, evitando as restrições mais severas.

Com a decisão estadual, apenas os serviços essenciais estão autorizados a funcionar nesses seis dias, sendo eles hospitais, clínicas, farmácias, lavanderias e serviços de limpeza e hotéis, supermercados e congêneres, bem como os serviços de entrega de bares e restaurantes; transportadoras, postos de combustíveis e derivados, armazéns, oficinas de carros e bancas de jornal.

Entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1 e 3 de janeiro, o atendimento presencial está proibido em shoppings, lojas, concessionárias, escritórios, bares, restaurantes, academias, salões de beleza e estabelecimentos de eventos culturais.

No intervalo desses dois períodos em específico, o funcionamento volta a ser como está hoje. Pelo menos até 7 de janeiro, quando o Governo fará nova atualização do Plano SP. "Não temos outra alternativa a não ser atender à decisão do Governo do Estado e pedir o apoio da população para que nos ajude neste momento evitando aglomerações. Nossa região possui muitos hotéis, chácaras de veraneio e pontos turísticos espalhados em grandes extensões territoriais, o que dificulta a fiscalização das equipes municipais. Então, é fundamental que mais uma vez os moradores do Alto Tietê colaborem", ressalta o presidente do Condemat, Adriano Leite.

A coordenadora da Câmara Técnica de Saúde do consórcio, Adriana Martins, ressalta que o isolamento social continua sendo a principal estratégia para diminuir a transmissão do vírus entre a população. E aponta que, a exemplo de outras regiões do Estado e do mundo, os casos de coronavírus também registram alta no Alto Tietê. No intervalo de uma semana houve aumento de 2% no número de infectados e de óbitos.

Uma das grandes preocupações é com a rede hospitalar e o Condemat tem discutido alternativas para ampliar a capacidade de leitos de UTI. Um dos principais pedidos ao Governo do Estado é para aumento dos leitos no HC de Suzano e no Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti, em Mogi das Cruzes. "Esperamos ter a oportunidade de uma reunião técnica com a equipe do Estado ainda neste ano para ampliar a capacidade de atendimento hospitalar", reforça o presidente. Atualmente, a região registra taxa de ocupação de leitos em 70%.

Mogi das Cruzes

O Comitê Gestor de Retomada Gradativa das Atividades Econômicas da Prefeitura de Mogi das Cruzes editará um decreto municipal para regulamentar as restrições.Na Fase 1 - Vermelha fica suspenso o atendimento presencial em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços. O consumo local em bares, restaurantes, padarias e similares também não é permitido, mas podem ser mantidos os serviços de entrega (delivery) e drive-thru.

Fora do período estabelecido pelo Governo do Estado, vigora a Fase 3 - Amarela, conforme a reclassificação ocorrida no dia 30 de novembro. Em Mogi das Cruzes, devem ser seguidas as regras estabelecidas no Decreto Municipal nº 19.746/2020, que estabeleceu as normas para o funcionamento das mais diversas atividades econômicas a partir do dia 7 de dezembro.

COMéRCIO, MAIS UMA VEZ, SERá PREJUDICADO

Marco Zatsuga teme extensão das restrições por mais tempo
Marco Zatsuga teme extensão das restrições por mais tempo - FOTO: Divulgação
A direção da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) prevê prejuízos para o comércio com a decisão anunciada ontem pelo Governo, que coloca o Estado de São Paulo na fase vermelha entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1 e 3 de janeiro. A medida deverá afetar o movimento de troca de mercadorias pelos consumidores e, consequentemente, limitar as novas compras. De acordo com as normativas, durante este intervalo, somente atividades essenciais poderão funcionar. 

Desta forma, nestes seis dias específicos, o atendimento presencial está proibido em shoppings, lojas, concessionárias, escritórios, bares, restaurantes, academias, salões de beleza e estabelecimentos de eventos culturais. "Mais uma vez, o setor de comércio e serviços será prejudicado porque a fase vermelha abrangerá dias em que normalmente há um movimento significativo de consumidores para troca de mercadorias e novas compras. E requer, mais uma vez, a adaptação no funcionamento dos estabelecimentos e na rotina dos colaboradores, sem contar que há um risco de maior aglomeração nos dias que antecedem a fase vermelha, tanto nesta semana como na próxima", alerta o presidente da ACMC, Marco Zatsuga.

O dirigente expressa sua preocupação, também, para o risco das normas rígidas da fase vermelha serem estendidas para outros dias de janeiro, o que agravará a recuperação da economia. Zatsuga ressalta a importância do setor empresarial estar preparado para essa possibilidade e faz um apelo para que os mogianos colaborem com as medidas de proteção. "Mais uma vez, a volta para uma condição de normalidade depende do apoio de todos no reforço das medidas protetivas e em evitar aglomerações", frisa o presidente.  

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