Sincomércio lamenta reclassificação para a fase vermelha

"O comércio não tem mais fôlego para aguentar essas medidas", protestou o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio). De acordo com a entidade, a mudança para a fase mais restritiva do Plano São Paulo durante o Natal e Réveillon, com o objetivo de conter a pandemia do coronavírus (Covid-19), aumenta as aglomerações, prejudica a economia da região e favorece o comércio clandestino.

Com a fase vermelha imposta em época das compras de final de ano, o sindicato calcula que a mudança deverá agravar a queda nas vendas, estimada em até 10% na comparação com as do ano passado.

Anunciada ontem pelo governo do Estado, a fase vermelha entrará em vigor durante os dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1, 2 e 3 de janeiro com o objetivo de frear o avanço no número de casos de Covid-19 e impedir aglomerações durante as festas de final de ano. Segundo o governo estadual, São Paulo registrou nas últimas quatro semanas um crescimento de 54% no número de casos. Os óbitos cresceram 34% e as internações, 13%.

A medida deverá fechar as portas do comércio em geral em todo o Estado, permitindo apenas que os estabelecimentos considerados essenciais funcionem. O Sincomércio contestou a decisão e apontou que a medida não terá os efeitos desejados, servindo apenas para prejudicar o comércio, que tentava se recuperar. "Restrições mais severas não funcionam, vimos isso nos últimos meses e comprovamos que as reduções de horários só geram mais aglomerações dentro do curto horário em que os estabelecimentos estão permitidos funcionar", declarou presidente do sindicato Valterli Martinez, destacando que muitos consumidores deverão antecipar as compras entre hoje e amanhã para contornar a reclassificação.

O dirigente do Sincomércio também argumentou que as restrições abrem brechas para vendedores clandestinos. "As medidas prejudicam duplamente os comerciantes que trabalham com documentação e respeitam as medidas de vigilância porque, com a dificuldade de acesso ao comércio legal, os consumidores começaram a se voltar ao comércio clandestino, que acaba levando vantagem", lamentou Martinez. (Texto sob supervisão do editor)

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