Em Mogi, óbitos por Covid-19 cresceram 66,6% em um mês

O crescimento de 66,6% dos óbitos por Covid-19 neste mês em Mogi das Cruzes, no comparativo com o mês anterior, deve aumentar a possibilidade de uma nova onda da doença no município. Nos 28 primeiros dias de novembro, o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) somou 39 mortes pelo vírus, que evoluíram para 65 no mesmo período deste mês.

Somente no Hospital Luzia de Pinho Melo, de responsabilidade do governo do Estado, os 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) têm 85% de ocupação. As informações foram divulgadas ontem pela Secretaria de Estado da Saúde. Já nos hospitais municipais, no início da noite de ontem, a taxa de ocupação dos leitos de UTI era de 71,8%.

Em contrapartida ao aumento dos óbitos, a quantidade de confirmações da Covid-19 diminuiu 0,15%. Ainda de acordo com os números do Condemat, nos 28 primeiros dias de novembro houve 1.295 casos da nova doença viral, sendo que no mesmo período deste ano o total foi de 1.293 confirmações.

Na semana passada, apesar do Decreto Estadual 65.415/2020, que classificou excepcionalmente todo o Estado de São Paulo na fase vermelha no Natal e Ano Novo, a Prefeitura optou por seguir na fase amarela. Desta forma, o período em que o município poderia diminuir a aglomeração causada pela ida às ruas para as compras de final de ano não foi colocado em prática efetivamente.

Caso a cidade não editasse o decreto estadual, permaneceríam fechados shoppings, lojas, concessionárias, escritórios,estabelecimentos de alimentação, academias, salões de beleza, barbearias, cinemas, teatros e outros estabelecimentos culturais.

Apesar disso, de 1º a 3 de janeiro Mogi vai aderir ao decreto estadual e voltar à fase vermelha nestas datas. A medida foi confirmada ontem pelo Comitê Gestor de Retomada Gradativa das Atividades Econômicas da Prefeitura. Neste período poderão funcionar, exclusivamente, as atividades e serviços considerados essenciais.

Portanto, neste período poderão funcionar serviços de saúde, alimentação (supermercados, mercados e congêneres, comercialização de suplementos alimentares, feiras livres, mercado municipal, bem como os serviços de entrega delivery e drive thru), abastecimento, segurança, comunicação social e transporte. A venda de bebida alcóolica, especificamente, em comércio varejista de mercadorias (lojas de conveniência) será permitida no período das 6 às 20 horas.

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