Mogi terá, ao menos, o dobro de mulheres nas secretarias

Flavia Goulart é da Secretaria de Gestão
Flavia Goulart é da Secretaria de Gestão - FOTO: Fotos: Divulgação
Durante sua campanha, o então candidato e vereador Caio Cunha (Pode) criticou o baixo número de mulheres em cargos de liderança na administração municipal, especialmente nas secretarias. Junto com suas objeções, o então concorrente ao cargo mais alto do Executivo reforçava a importância de impulsionar a participação feminina na gestão municipal.

Após ser eleito, Caio Cunha começou a cumprir sua promessa e a escolher mulheres para assumir suas secretarias.

Na última terça-feira, o prefeito anunciou mais três mulheres para as secretarias de Gestão, Cultura e Infraestrutura Urbana, chegando a seis mulheres no Executivo.

A administradora de empresas com mestrado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Flávia Goulart, foi apresentada como secretária de Gestão; a historiadora e funcionária pública, Kelen Chacon, para Cultura; e a engenheira eletricista, com experiência em gerenciamento e gestão de manutenção, Camila Souza, para Infraestrutura Urbana.

Já haviam sido anunciadas Celeste Xavier, para Desenvolvimento Social (antiga Assistência Social), Rose Tonete, para Educação e Cristiane Ayres Contri, para Mobilidade Urbana.

Com isso, Mogi tem, até o momento, seis secretarias que serão comandadas por mulheres, o dobro da atual gestão, que conta apenas com três secretárias. Na gestão de Marcus Melo (PSDB), Juliana Guedes, comandou Educação; Neusa Marialva, Assistência Social; e Dalciani Felizardo, Assuntos Jurídicos.

A primeira escolha para composição do grupo que assume a Prefeitura em 2021, para o cargo de vice-prefeita, já havia sido uma mulher, a co-prefeita Priscila Yamagami (Pode). 

Ainda há a possibilidade de que mais mulheres estejam no Executivo já que ainda faltam os nomes para Esporte e para as duas Pastas que serão criadas pelo prefeito eleito: Sustentabilidade e Inovação e a de Transparência e Participação.

Câmara

Com perfis distintos, três mulheres foram eleitas vereadoras em Mogi das Cruzes, triplicando a participação feminina no Legislativo mogiano. Juntas, receberam 5.221 votos e alcançam o feito inédito de eleger a mais jovem vereadora da história do Legislativo, Maria Luiza Fernandes (SD), a Malu, aos 20 anos, com 1.648 votos.

As outras duas vereadoras eleitas também fazem parte da história da presença feminina na Câmara mogiana. A ex-dirigente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Inês Paz (PSOL) - que contou com 1.242 votos - compôs a Legislatura com maior quantidade de mulheres, entre 2001 e 2004, quando quatro cadeiras eram ocupadas por vereadoras. Além de Inês, dividiam o plenário Karina Marques, Maria Marinês Mazaro Piva e Sonia Regina Sampaio.

Já Fernanda Moreno (MDB) está no Legislativo desde 2017, após ser eleita um ano antes com baixo número de votos. Agora, sendo a 10ª vereadora mais bem colocada dentre os eleitos, com 2.331 votos, e marcando um ponto de divisão entre os candidatos que tiveram altas quantidades de votos e o restante, a parlamentar fala em se posicionar mais e brigar mais intensamente por seus projetos, muitos deles voltados à causa animal.

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