Represas do Alto Tietê sofrem declínio de 24 pontos percentuais

Mesmo com as chuvas intensas desta semana e da semana anterior, as represas que integram o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) continuam com níveis de volume inferiores aos do ano anterior (2019), no mesmo período. Em relação ao volume total das represas no dia 30 de dezembro do ano retrasado, houve um declínio de 24 pontos percentuais no mesmo período de 2020.

No dia 30 de dezembro de 2019, o volume de todas as represas do Spat estava em 77%, diminuindo para 53,6% nesta semana. Somente a represa de Paraitinga, na mesma data de 2019, apresentava volume de 79%; já nesta semana, o total é de 41%. Isso significa que, até o momento, chove menos nesse período de estiagem em relação a 2019.

A represa Ponte Nova fechou o dia 30 de dezembro de 2019 com um volume total de 89,6% e, neste início de ano, o número chegou apenas a 76,8%.

Os dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) apontaram ainda que a diferença entre um período e outro na represa de Jundiaí foi de 43 pontos percentuais. No dia 30 de dezembro de 2019 o volume total era de 59,6%, chegando a apenas 16% no início de 2021.

Por fim, na bacia de Taiaçupeba foi notada uma queda de 44 pontos percentuais, passando de 60,9% para 16,4% .

DAEE

As redes de monitoramento do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) apontam que na terça-feira passada choveu 81 milímetros em Mogi das Cruzes, mas ainda assim, não houve extravasamento do rio Tietê, sendo registrada a cota de 3,02 no posto Estaleiro (cota máxima 3,50). A rede telemétrica registrou até 50 milímetros de chuva na segunda-feira passada. Na data, as pancadas de chuva causaram a interdição da praça da Bandeira, devido ao extravasamento do córrego rio Negro.

Na via Perimetral, região da Volta Fria, foi registrado escorrimento de terra, além do acúmulo de água na Vila Oliveira, Vila Natal e próximo ao Hospital Estadual Luzia de Pinho Melo. A chuva também gerou diversas ocorrências que foram atendidas pela Defesa Civil na Vila Industrial, Vila Oliveira, Botujuru e Jundiapeba.

Histórico

A construção das represas que compõe o Spat, em 1957, tinha como objetivo inicial de conter as águas do rio Tietê e evitar inundações em São Paulo. No entanto, com o crescimento da zona leste da capital, elas passaram a ser vistas como possíveis mananciais de abastecimento.

Os primeiros reservatórios utilizados para abastecimento público foram o Jundiaí e Taiaçupeba, que eram interligados e encaminhavam a água para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Taiaçupeba. A inauguração da primeira etapa das obras de captação e tratamento das águas do manancial Taiaçupeba, em 1992, marcaram o início da operação sistema de represas