Saúde x economia

A população do Estado de São Paulo terminou a noite de domingo com mais 16 prefeitos eleitos para os próximos quatro anos, entre eles, Caio Cunha (Podemos), em Mogi das Cruzes. Dessa maneira, o Alto Tietê conhece seu quadro completo de administradores, sendo que oito cidades terão novos comandantes. Apenas Suzano, com Rodrigo Ashiuchi (PL), e Salesópolis, com Vanderlon Gomes (PL), seguem no cargo. Biritiba Mirim é um caso à parte, uma vez que, após quatro anos, será comandada mais uma vez por Carlos Alberto Taino Junior (PL), o Inho, que já havia ocupado o cargo de prefeito por dois mandatos consecutivos, entre 2009 e 2016.

Nem bem passou a euforia da vitória por parte dos eleitos e o Alto Tietê se vê, novamente, com restrições no setor de Comércio e Serviços, em razão do aumento de casos do coronavírus (Covid-19). Já havia certa desconfiança de que a fase amarela voltaria a dar o tom do funcionamento das cidades, mas ontem, o Palácio dos Bandeirantes acabou com todas as dúvidas e, um dia após o segundo turno das eleições municipais, decretou que todos os estabelecimentos comercias terão de se readaptar a um funcionamento mais restrito. A medida inclui diminuição nos horários de funcionamento de estabelecimentos, como shoppings e lojas, e a limitação de até 40% do atendimento, o que, certamente, causará revolta dos lojistas e empresários, que ainda sequer tiveram tempo de reduzir seus prejuízos devido aos longos meses de paralização e atendimento reduzido neste ano.

Agora, é hora dos prefeitos eleitos pensarem nas ações e em como dar prosseguimento ao planejamento das cidades, já que, quando tomarem posse, em 1º de janeiro, a situação de restrição no comércio ainda não deverá ter sido alterada. Sob todos os aspectos, esperar para divulgar o regresso de fase ontem, parece ter sido mais uma jogada política para não afetar o interesse partidário nas eleições.

O que mais interessa é que, se tratando de uma cartada política ou não, o temor pela segunda onda da Covid-19 é real e a população precisa de proteção.

Assim, a discussão do que merece prioridade - saúde ou economia - volta à tona mais uma vez.