Alto Tietê pede ajuda

É fato que o Alto Tietê está na fase 3 amarela do Plano São Paulo, aliás não só as dez cidades, mas também outras regiões do Estado se encontram no mesmo patamar. Se isso foi jogada política, ou não, para não interferir no resultado das eleições do último domingo é outra história, o que não muda é que os casos de contaminação por coronavírus estão subindo e esse número já começa a refletir nos casos de mortes, que também estão em elevação.

Na terça-feira foram 11 mortes registradas, já ontem o número fechou em oito confirmações. Dias atrás, esse indicador apontava dois ou três óbitos diários. Evidentemente toda a morte é lamentada, cada morador do Alto Tietê, ou de qualquer outro lugar do planeta, era importante para alguém e sua falta será sentida, entretanto, os números, estes bem mais frios que os sentimentos humanos, apontavam para uma estabilidade e até queda nos falecimentos. Essa perspectiva durou até segunda, quando os óbitos voltaram a subir, o que era esperado, uma vez que se as confirmações de infecção sofrem aumento, é certo que os falecimentos tendem a acompanhar essa aceleração, talvez não com a mesma linearidade, mas vai subir, afinal a doença ainda não tem uma cura que possa vir por meio de medicamentos.

O Alto Tietê entra nesse cenário porque não tem mais hospitais de campanha que possam atender essa demanda. É final de ano, e recursos estão baixos e boa parte do caixa municipal é abastecido no começo do ano, com o pagamento dos contribuintes do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), um dos meios de arrecadação mais eficientes.

Resta pedir ajuda. O Estado reclassificou, então o Estado deve ajudar na provisão de leitos, testes e demais recursos para combater a nova onda da doença. A capacidade de arrecadação do Executivo estadual é maior, por isso a maior carga deve vir do Palácio dos Bandeirantes e, porque não, do Palácio do Planalto também, sim, pois, essa nova leva de contaminação afeta todo o país.

E ainda tem os pequenos comércios, serviços e indústrias, que nem bem voltaram a trabalhar quase normalmente e já tem de enfrentar nova restrições. Toda ajuda é bem-vinda.