Caio Cunha

O prefeito eleito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha, é a nova referência política do Alto Tiete. Após levar a disputa para o segundo turno, o que não ocorria há 20 anos, ele capitalizou todos os votos da oposição e se elegeu, vencendo o candidato à reeleição, Marcus Melo.

Houve quebra da hegemonia política. Agora, o que se aguarda, é a nova gestão prometida pela campanha, uma verdadeira revolução administrativa, como foi prometido.

Engana-se quem imagina que mudanças serão rápidas ou ao menos serão percebidas rapidamente, nada que envolve o poder público é rápido. Há trâmites, processos e um sistema administrativo e burocrático já implantado.

A Prefeitura e seus serviços públicos funcionam, o que se espera é que funcionem ainda melhor e que atendam ainda mais o anseio da população. O discurso de campanha é a gestão voltada para o munícipe, maior atenção ao funcionalismo e um time de especialistas. Mas prefeitura não é empresa, não se altera tudo do dia para noite, há estabilidade funcional de servidores, há um sistema de pesos e contrapesos com o poder Legislativo, onde o atual prefeito esteve por oito anos, além de interesses políticos e econômicos que não podem ser ignorados ou desprezados pelo novo gestor.

Habilidade política é fundamental para que as mudanças prometidas sejam efetivamente implantadas. É possível que muitas delas nunca ocorram, não por vontade do novo prefeito, mas pela impossibilidade política de sua implantação. A experiência na Casa de Leis o habilita a estabelecer a harmonia entre os dois poderes. A grande conquista eleitoral precisa se transformar na grande conquista gerencial e em melhorias concretas. Não só nos serviços públicos, mas principalmente no desenvolvimento do ambiente de negócios propiciando o crescimento sustentável, a geração de empregos, de renda e da receita tributária. Fazer de Mogi um polo de desenvolvimento regional será o diferencial da gestão Caio Cunha, sucesso ao novo prefeito, inove e busque a principal ferramenta necessária para governar: sabedoria.