Fase amarela

A temida segunda onda de contágio do novo coronavírus que ameaça o Brasil faz com que, a partir de amanhã, o Alto Tietê retorne à fase amarela do Plano São Paulo de controle sanitário e flexibilização econômica.

O estranho momento em que as restrições são impostas - um dia após o segundo turno das eleições municipais, que sagrou o sucessor do governador João Dória (PSDB), Bruno Covas (PSDB), como prefeito reeleito em São Paulo - não ofusca, nem diminui, a importância da medida, adotada por outros países que passam por esse segundo momento de alta na taxa de casos, como Inglaterra e França, por exemplo.

Todas as cidades do Estado de São Paulo, incluindo a capital, terão de adotar medidas mais restritivas até 4 de janeiro.

Com o regresso geral para a terceira das cinco fases do Plano São Paulo, atividades como bares, restaurantes, academias, salões de beleza, shoppings, escritórios, concessionárias e comércios de rua voltam a ter limitações de horário e capacidade de público. O atendimento presencial em todos os setores fica restrito a dez horas diárias, sequenciais ou fracionadas, e 40% de capacidade. Os estabelecimentos terão de cessar o atendimento local até as 22 horas. Todos os eventos com público em pé estão proibidos na fase amarela.

É fato que o setor produtivo, de comércio e serviços, vem sofrendo intensamente com as medidas desde abril e gerou uma onda de desempregos no país e na região, entretanto, o temor de especialistas pela segunda onda é real e as medidas restritivas se fazem necessárias, no momento em que a população vem relaxando quanto às medidas sanitárias e de controle do coronavírus. Para muitos, a pandemia sequer existe. A premissa da decretação da fase amarela no Estado é reforçar a necessidade de voltar à adoção de hábitos obrigatórios nos meses anteriores e que foram esquecidos por parte irresponsável da população.

Resta saber como os comerciantes, na prática, irão reagir quanto essas restrições. E a fiscalização? O quão rígida será com esse público que mal conseguiu se estabilizar e já voltará a amargar grande prejuízo, principalmente em época de compras de Natal? Vale lembrar que sem economia o país para, mas, sem vida, não há economia.