Que ano

Que ano esse, não? Na verdade, 2020 já estava marcado para ser a continuidade de um pesadelo que nos acompanha desde 2015. Carregamos desde lá os ônus de vivermos em um país submerso no amplo cenário de crises - econômica, política, social e institucional.

Além de todas as crises que já acumulávamos, o mundo foi tomado pela pandemia. Com isso, economistas esperam uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) em cerca de 4,5% nesse ano.

Os impactos da pandemia na já combalida economia brasileira, principalmente pela falta de medidas do governo para proteção do emprego e renda, foram devastadores para o mercado de trabalho. A taxa de desemprego está em 14,6% e atinge mais de 14 milhões de pessoas.

Além da pandemia de Covid-19 e do agravamento das crises em curso, o país sofreu com recordes de queimadas. Entre 1 de janeiro e 7 de dezembro de 2020, foram detectados 101.292 focos de fogo na Amazônia, 63.032 no Cerrado e 21.924 no Pantanal, de acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Mas, 2020 também foi o ano da intensificação do negacionismo, das fakes news, das teorias da conspiração, do combate insano ao conhecimento e à imprensa. Uma verdadeira horda de ignorantes, chefiada pela autoridade máxima do país.

Como se já não bastasse tudo o que vivemos e sofremos nesse fatídico ano, agora temos que conviver com pessoas que bradam contra a vacina e que fazem campanha contra ela dizendo que as pessoas devem ser livres para fazer o que quiserem. Não consideram que quando vivemos em sociedade, as liberdades individuais tem como limite o interesse coletivo. Se a pessoa não quer tomar vacina, ela precisa arcar com as consequências de seu ato. Essas pessoas devem ser isoladas por nossa iniciativa.

Todas as pessoas que eu conheço e que dizem que não vão se vacinar já estão avisadas que não vão poder se aproximar de mim. Não quero estabelecer relações sociais com quem demonstra tanta ignorância e desrespeito pelos semelhantes.