Agora, tom de cobrança

Após uma campanha eleitoral totalmente distinta do que já havia sido praticada e a confirmação da renovação em alguns municípios, os prefeitos eleitos do Alto Tietê assumiram ontem seus cargos no Executivo. Na região, apenas dois prefeitos se reelegeram: Vanderlon Oliveira Gomes (PL), em Salesópolis e Rodrigo Ashiuchi (PL) de Suzano.

Chegam ao posto mais alto do Executivo municipal os políticos Caio Cunha (Pode) em Mogi; Luís Camargo (PSD), em Arujá; Carlos Alberto Taino Junior (PL), o Inho, em Biritiba Mirim; Priscila Gambale (PSD), em Ferraz de Vasconcelos; José Luiz Eroles Freire (PL), em Guararema; Eduardo Boigues (PP), em Itaquaquecetuba; Marcia Bin (PSDB), em Poá; e Carlos Chinchilla (PSL), em Santa Isabel.

Com a promessa de inovar no formato de ser fazer gestão pública, o agora prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha, promete a continuidade aos bons serviços que são desempenhados atualmente e buscar por melhorias. Logo de cara, ele enfrentará um problema que poderá deixar eleitores com nariz torcido. Precisará reverter a situação de 25 mil famílias mogianas em débito com a Prefeitura no valor total de
R$ 100 milhões, ao todo, devido à ampliação de seus imóveis durante a gestão do ex-prefeito, Marcus Melo (PSDB). É o sinal (que ora outra daria luz), de que a lua de mel com o povo mogiano não deve durar durante toda sua gestão. Por outro lado, Cunha terá a oportunidade de reverter a situação, com anistia ou postergação da cobrança. Por meio de outras ações durante seu mandato, o prefeito também terá a chance de convencer a outra parcela da população que não o apoia - ou ainda aqueles eleitores que o elegeram apenas pelo sentimento de mudança, e não por suas propostas.

No mesmo sentido, o atual chefe do Executivo suzanense, Rodrigo Ashiuchi, reeleito com excelente votação, prometeu continuidade aos avanços obtidos na cidade. O prefeito promete também elevar o saneamento básico de Suzano para o nível mais alto do Brasil - trabalho árduo e necessário - e intensificar projetos na Educação. Aos chefes de Executivo de primeira viagem, é esperado que tragam a tão aguardada renovação.

A frase clichê, "as urnas deram o recado" ganhará um tom de cobrança a partir deste ano.