Não é hora de mudança

Causa estranheza a fala do secretário da Saúde Estadual, Jean Gorinchteyn, de que vai se manifestar contrário ao fechamento do Pronto Socorro do hospital Luzia de Pinho Melo para casos mais simples. A notícia apurada pela reportagem (leia mais na página 3) é animadora para Mogi das Cruzes - após o anúncio feito nesta semana de que o PS da unidade ficará disponível apenas a casos graves e de urgência, a partir desta terça-feira -, mas é, no mínimo, curioso quando o comandante da Pasta da Saúde estadual declara que irá se esforçar para evitar essa programação, conforme afirmou o deputado estadual e ex-prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (PSD), que esteve em reunião com Gorinchteyn na tarde de quinta-feira passada. Não é preciso lembrar que, uma vez secretário do Estado da Saúde, todas as decisões da Pasta têm (ou deveriam ter) o seu aval.

Até agora, em Mogi, a opinião das autoridades é quase unânime no sentido de que não é o momento para mudar a rotina do PS do hospital Luzia, com exceção do deputado estadual Marcos Damásio (PL), que é favorável. O que reforça a opinião da maioria é que pode ser perigoso fazer qualquer alteração neste momento de pandemia. Como disse o secretário municipal de Saúde de Mogi das Cruzes, talvez futuramente seja mais seguro pensar na mudança.

Vale lembrar que Mogi das Cruzes registrou, na quarta-feira passada, a marca de 500 óbitos por coronavírus, desde a notificação da primeira vítima fatal, em 31 de março. Há interpretações distintas dos especialistas sobre o momento atual - se estamos enfrentando a segunda onda da doença ou se ainda não fechamos o ciclo da primeira etapa. O fato é que o vírus não foi controlado.

Dentro de um cenário triste, no entanto, surgem algumas boas notícias. A principal delas é a chegada da vacina que pode interromper o avanço da Covid-19. Os prefeitos que assumirão o mandato em janeiro terão um início desafiador: manter as precauções para evitar o crescimento de mortes por coronavírus e oferecer o maior número de vacinas à população.

A tarefa não será fácil, por isso, qualquer decisão precipitada na área da Saúde neste momento, pode piorar ainda mais a situação.

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