Sobre invasão, Biden diz que 'Trump não está acima da lei'

FOTO: Divulgação
Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden fez duras críticas nesta quinta-feira, 7, à postura do atual presidente do país, Donald Trump. Segundo Biden, Trump incitou a multidão de partidários a atacar o Capitólio na quarta-feira.

"Nosso presidente não está acima da lei", advertiu Biden, durante evento no qual anunciou nomes para o Departamento de Justiça.

Biden qualificou os manifestantes pró-Trump que invadiram na quarta o Congresso como "terroristas domésticos".

Na avaliação dele, o atual líder usou linguagem típica de ditadores e incitou pessoas a tentar "silenciar as vozes dos eleitores americanos".

Biden lembrou também que Trump pressionou o vice-presidente, Mike Pence, a não certificar o resultado das urnas.

O democrata mencionou o fato de que Trump se referia a indicados como "seus juízes". O ex-vice-presidente afirmou, porém, que os magistrados respeitaram a Constituição, impondo a Trump dezenas de derrotas em sua tentativa de impugnar resultados da eleição do ano passado.

O presidente eleito ainda disse que a resposta das forças de segurança ao ataque ao Capitólio foi um "fracasso" na busca por justiça, em comparação com a postura diante de protestos do movimento "Black Lives Matter".

No evento, Biden confirmou a indicação do juiz Merrick Garland para procurador-geral. A indicação para vice-procuradora-geral foi para Lisa Monaco, funcionária de carreira.

Três deputados do Partido Democrata dos Estados Unidos circulam uma resolução entre os colegas, a fim de tentar aprovar o impeachment do presidente Donald Trump. A informação foi divulgada por um deles, David Cicilline, que informa estar aliado na iniciativa a Ted Lieu e Jamie Raskin.

Cicilline afirma, em mensagem no Twitter, que o presidente americano deve deixar o posto, após o ataque de seus partidários na quarta-feira ao Capitólio.

No documento, publicado pelo legislador na rede, é mencionado o fato de que Trump falou na quarta a manifestantes que teria ganho a eleição, contrariando a apuração oficial, tendo "encorajado" a ação contra o Capitólio, por isso ele seria uma "ameaça à segurança nacional" e deve deixar o posto.

A secretária dos Transportes dos Estados Unidos, Elaine Chao, renunciou nesta quinta-feira, 7, citando os eventos "totalmente evitáveis" e traumáticos ocorridos na quarta-feira, 6, em Washington "causados por apoiadores" de Donald Trump. Os manifestantes invadiram o Congresso para impedir a certificação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial, mas apenas atrasaram o processo.

Em comunicado, Elaine Chao afirmou que irá ajudar seu substituto designado Biden, Pete Buttigieg, a assumir as funções no Departamento.

Segundo a agora ex-secretária, os acontecimentos da quarta deixaram marcas "profundas", que ela não consegue.

Deixe uma resposta

Comentários