Trimestre será difícil para o comércio

Sem medidas econômicas, haverá impacto nas vendas
Sem medidas econômicas, haverá impacto nas vendas - FOTO: Mogi News/Arquivo
Mogi das Cruzes e região retornaram ontem para a fase amarela do Plano São Paulo, mas a mudança ainda não representa otimismo no setor comercial. O Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio) estima que o primeiro trimestre deste ano deverá ser difícil para os comerciantes devido ao fim das estratégias de estímulo econômico do Governo Federal e à possibilidade de maiores restrições.

Tradicionalmente, o primeiro semestre do ano costuma ser de poucas vendas em comparação com outros meses, mas este poderá ser ainda pior do que os anteriores, apontou o Sincomércio. Isso porque, com o fim dos contratos de trabalho mantidos pelo Governo Federal e do pagamento do Auxílio Emergencial, a renda da população deverá diminuir ainda mais, e, portanto, o reflexo desse efeito será sentido nas vendas. "Sem essas estratégias, os comerciante terão um começo de ano difícil", estima Valterli Martinez, presidente do Sincomércio.

Além dessa preocupação, o dirigente do sindicato teme que maiores restrições promovidas pelo governo do Estado prejudiquem ainda mais o setor durante os primeiros meses do ano e compara os impactos das medidas mais severas com o balanço das vendas registradas durante a não adesão de Mogi à fase vermelha durante o Natal."O impacto teria sido maior se Mogi tivesse aderido às requisições, mas, como a cidade permaneceu na fase amarela nos dias 25, 26 e 27 de dezembro, o comércio conseguiu se manter aberto durante esses dias, que são muito importantes no calendário de vendas. Já no Ano-Novo, a cidade aderiu aos dias 1, 2 e 3 de janeiro. Com isso, perdemos o sábado, que costuma ser um dia muito bom para o comércio", explicou.

Agora, a expectativa é com o anúncio a ser feito no próximo dia 7, que deverá atualizar o Plano São Paulo em todo o Estado. "Temos uma grande preocupação com a próxima reclassificação e tememos que o governo estadual aumente as restrições, como fez no Natal e Ano-Novo, por conta do aumento de casos na região, que é reflexo da falta de conscientização e do excesso de aglomerações notáveis durante o período das festas de final de ano" lamentou Martinez.

A dificuldade dos comerciantes deverá ser sentida também pelos consumidores, que poderão verificar a ausência de grandes promoções, até então, típicas, durante os próximos meses, indica o sindicato varejista. Além das baixas nas vendas, muitos estabelecimentos estão enfrentando falta de mercadoria e custo elevado dos produtos. Por conta disto, muitos estoques não foram renovados e queimas de estoque - comuns nesta época - não deverão ser promovidas.*Texto supervisionado pelo editor.

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