Comércio prevê queda nas vendas de material escolar

Segundo o Procon, em um ano, aumento médio no preço dos produtos foi de 12%
Segundo o Procon, em um ano, aumento médio no preço dos produtos foi de 12% FOTO:
Com a retomada gradativa das atividades econômicas, por conta do enfrentamento da pandemia pela Covid-19, o mês de janeiro não deve ser muito lucrativo para o comércio, em especial, o setor de papelarias de Mogi das Cruzes. Os comerciantes deste setor estão pessimistas com as vendas de material escolar, em comparação a 2020.  Isso porque, em decorrência da pandemia, os alunos estudaram de forma remota o que permitiu,no ano letivo de 2020, a utilização de materiais mais simples como lápis, canetas, borrachas e cadernos.
Estes são também os produtos que possuem os menores preços nas papelarias em comparação com as mochilas, materiais e ferramentas para a produção de atividades artesanais. Na avaliação da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), as vendas no setor de papelarias não deve ser tão intenso como nos anos anteriores. "Infelizmente, neste ano, os proprietários de papelarias devem lucrar menos do que em 2020, justamente porque muitos alunos têm alguns itens ainda preservados. Logo, não há necessidade de comprá-los novamente. Por isso, não há como mensurar expectativas positivas para este setor comercial", comentou a vice-presidente da ACMC, Fádua Sleiman.
Entretanto, ela, acredita que, a partir do mês de maio,  a procura de materiais possa ter maior  desempenho, em comparação ao início deste ano. "É que os materiais dos alunos podem chegar ao fim e haverá uma necessidade de repor", observa a vice-presidente da ACMC. 
Para o Eric Utsunomiya, que atua no setor administrativo da papelaria Esther Shop, localizada no centro da cidade, o baixo movimento já vem sendo notado. "Ainda que estejamos no início do ano, já percebemos uma baixa procura, até porque o normal é que os pais comecem a comprar em dezembro. Por enquanto, recebemos uma baixa demanda", disse.
O lojista também contou que muitos materiais ficaram mais caros neste ano, já que são importados de outros países.
Cristina Nishina, proprietária do Bazar Central, no centro, contou que muitos materiais foram descartados no lixo. "Isto ocorreu com grande parte das mercadorias não vendidas no ano anterior, já que a chegada da pandemia descartou a necessidade de aquisição dos materiais escolares específicos", contou a comerciante. "Muitas pessoas esquecem, mas diversos materiais têm prazo de validade e nós jogamos muitos no lixo porque não foram vendidos e venceram. Por este motivo nós compramos menos mercadoria em relação a 2020", completou. 

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