Casos de dengue em Mogi reduzem 76% na pandemia

Os casos de dengue em Mogi das Cruzes tiveram uma queda de 76% no ano de 2020 se comparado com o balanço do ano anterior. Foram 144 casos em 2019 contra 34 registrados no ano passado.

A Secretaria Municipal de Saúde acredita que a queda pode estar relacionada ao período de quarentena em razão da pandemia do novo coronavírus. Durante este período muitas pessoas ficaram em casa e teriam aproveitado para eliminar os focos do mosquito Aedes Aegypti. Mas há outros motivos para a redução acentuada, segundo a pasta.

Além da quarentena, as variações cíclicas (no comportamento, incidência, prevalência, mortalidade, letalidade das doenças em ciclos periódicos) também causaram a queda dos casos da dengue. Outros fatores são as condições climáticas, que também podem influenciar na proliferação do mosquito.

Em nota, a Prefeitura de Mogi esclareceu que a pandemia da Covid-19 pode ter contribuído, pois houve a necessidade da quarentena, que reduziu os atendimentos das unidades, dentre outros fatores. E, mesmo que os números tenham caído, é importante manter atenção neste momento sobre as medidas de prevenção, fazendo as vistorias para reduzir os criadouros.

Dentre as ações de prevenção pela Prefeitura estão: vistoria e monitoramento de pontos estratégicos; panfletagem de orientação e o monitoramento de imóveis pelos Agentes de Controle de Vetores, seja com o objetivo de eliminar criadouros ou para avaliação da densidade larvária.

A panfletagem é realizada também nas áreas mais vulneráveis identificadas pelos agentes de saúde, no material estão descritas as principais formas de evitar a doença. Algumas delas são: eliminar os focos de água parada, manter os pratos de vasos de flores e plantas com areia; guardar garrafas com a boca virada para baixo e limpar sempre as calhas dos canos.

A aplicação de larvicidas em bairros com intensa proliferação de Culex quinquefasciatus (Pernilongo comum), também é feita pela Vigilância Epidemiológica, cujo foco de proliferação esteja em valas/valetas de esgoto.

Por fim, a Prefeitura frisou que a Legislação obriga a criação e atuação das Brigadas contra o Aedes aegypti em prédios públicos, unidades de ensino e de saúde, parques, cemitérios, comércio, indústria, instituições religiosas, dentre outros espaços que ofereçam risco de proliferação do Aedes aegypti. Apesar disso, a secretaria informou que está atenta e educando a população.

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