Economista faz alerta sobre alta

O aumento das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deverá aumentar o custo da cesta básica de alimentos e encarecer remédios. A medida sancionada pelo governo do Estado deverá ter impacto ainda maior para os consumidores que já sofrem com a perda de poder aquisitivo em meio a uma recessão econômica, alerta economista.

Para José Marcos de Oliveira Carvalho, professor de Administração e Contabilidade da Faculdade Piaget de Suzano, o aumento do imposto estadual incide sobre toda a cadeia produtiva mas a alta deverá ser repassada para o consumidor final que não contará mais com auxílios federais para enfrentar a crise e a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

"É uma medida errada e fora do contexto que vivemos. Alguns itens como a cesta básica de alimentos e remédios, por exemplo, estavam com o imposto zerado mas o governo do Estado voltou com a cobrança para aumentar a arrecadação. Quem mais vai sofrer com essa medida é o consumidor, porque para absorver o aumento os produtores vão repassar esse acréscimo aos produtos", explicou Carvalho, apontando a ultima atualização do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro que teve retração 4,4% no ano passado.

A situação se torna ainda mais agravante quando considerados o fim do pagamento do auxílio emergencial para a população pelo governo Federal. Segundo o professor, com o aumento de até 13% do ICMS, na somatória de gastos o imposto deverá praticamente consumir o valor de uma parcela do auxílio. E a situação será agravada principalmente no bolso do consumidor final que é quem mais sai prejudicado. (L.K.)

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