Sem reação

Foi um alívio para a região. Ontem, ao apresentar a atualização do Plano São Paulo de Retomada, o governo do Estado manteve o Alto Tietê na fase amarela. Havia um risco, muito temido principalmente pelos comerciantes, de que as cidades pudessem voltar à fase laranja e ter ampliadas as suas restrições de funcionamento e de ocupação dos espaços destinados ao público. Mas isso não ocorreu e proporcionou um período de maior tranquilidade à região.

A próxima atualização do Plano será em 5 de fevereiro. Até lá - a menos que a situação se agrave de forma incontrolável, com a ocupação total de leitos e de mortes proporcionais a cada 100 mil habitantes, um dos critérios definidos pelo Estado -, haverá mais um templo flexível para que o comércio possa recuperar as perdas do ano passado. Os representates do setor, entretanto, concordam que o momento não favorece, pois é um período do ano em que as vendas dependem, em boa parte, da comercialização de artigos específicos.

Com a indefinição sobre o retorno das aulas presenciais na rede escolar, a venda de materiais ligados ao segmento ficou estagnada. Outra característica da época é a comercialização de produtos destinados ao Carnaval, que também neste ano foi suspenso por conta da pandemia e como regra para se evitar aglomeração. A situação do comerciante realmente é difícil. Mesmo que ele possa ter a loja aberta, com todas as recomendações sanitárias, aos consumidores falta o apelo para as compras.

A atualização do Plano SP de ontem trouxe como novidade a reclassificação regional das cidades. O secretário de Saúde do Estado, Jean Gorintcheyn, que coordenou a coletiva, mostrou a nova estrutura geográfica, com a união das subdivisões da Região Metropolitana de São Paulo com a capital, formando o que foi definido como Região da Grande São Paulo, com validade a partir da segunda-feira. Essas alterações feitas no programa de certa forma favoreceram a região, pois ao aglutinar as cidades do Alto Tietê com outras regiões, a média de ocupação de leitos Covid e de enfermaria cai bastante. Ao que tudo indica, as mudanças têm o propósito de impedir o lockdown e estão cercadas de boa vontade, mas a economia não está conseguindo reagir.

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