Por pouco, Alto Tietê segue na fase amarela do Plano SP

A região do Alto Tietê, juntamente com os outros municípios da Grande São Paulo, continua na Fase 3 (Amarela) do Plano São Paulo de enfrentamento ao novo Coronavírus (Covid-19), segundo anúncio do governador João Dória (PSDB) na tarde de ontem no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

A coletiva teve a presença dos secretários de Estado Jean Gorintcheyn (Saúde), Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional), Patrícia Ellen (Desenvolvimento Econômico), bem como do diretor do Instituto Butantan Dimas Covas e dos coordenadores do Centro de Contingência contra o Coronavírus João Gabardo e Paulo Menezes.

A região da Grande São Paulo, incluindo o Alto Tietê, segue na Fase Amarela, devido à taxa ocupação de leitos de UTI estar em 69%, enquanto que o limite é de 70%. Com isso, seguem as determinações de funcionamento do comércio por período de até 12 horas e para restaurantes com até 10 horas de expediente, limitação em até 40% da capacidade, além de outras medidas já apresentadas anteriormente.

Durante a entrevista coletiva, o Centro de Contingência do Coronavírus chamou a atenção para 43 cidades do Estado que, embora estejam dentro das regiões das Fases Laranja e Amarela, apresentam ocupação de leitos de UTI por Covid-19 superior a 80%, o que configuraria a Fase Vermelha. Na região do Alto Tietê, três cidades foram apresentadas nestas condições: Mogi das Cruzes (80,3%), Ferraz de Vasconcelos (82,2%) e Itaquaquecetuba (100%).

A direção do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) informou que a indicação dos três municípios da região reforça a necessidade de mais leitos para a região. O presidente do Condemat, o prefeito de Suzano Rodrigo Ashiuchi (PL), comentou o recente anúncio de mais 29 leitos de UTI na região: "É essencial para melhor atender às necessidades das cidades que estão em estado de alerta e da região como um todo. Mas ainda precisamos de mais, pois estamos em uma curva ascendente de casos e precisamos garantir leitos para os moradores do Alto Tietê".

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou por nota que está acompanhando as orientações do governo do Estado e reitera a importância das medidas de prevenção, e afirma que propõe soluções para que os efeitos da pandemia sejam minimizados, seguindo os protocolos sanitários e com uma rígida fiscalização, com o objetivo de preservar a saúde dos mogianos.

"Um dos pontos sugeridos é o aumento do tempo de abertura do comércio e a redução de público permitido ao mesmo tempo. Para a Prefeitura, é prudente existir um horário maior de funcionamento dos estabelecimentos, o que reduziria a quantidade de pessoas ao longo do dia, evitando assim as aglomerações", informou a Administração Municipal. A proposta será apresentada ao Ministério Público do Estado de São Paulo.

A Prefeitura de Itaquaquecetuba, por sua vez, respondeu aos questionamentos informando que o gabinete do Poder Executivo realizou uma reunião com seu secretariado para definir e planejar ações.

JOãO DORIA FALA SOBRE MANAUS E BOLSONARO

O primeiro escalão do governo do Estado, durante a entrevista coletiva ontem, também tratou da polêmica envolvendo a liberação da vacina CoronaVac (produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a companhia farmacêutica Sinovac) junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), prevista para domingo.

Segundo Dimas Covas, já foram disponibilizadas 4,5 milhões de doses da vacina produzida no Butantan, que serão enviadas para um centro de logística do Ministério da Saúde em Guarulhos, que poderiam ser encaminhadas aos estados após a aprovação do uso emergencial da vacina pela agência. Outro 1,5 milhão de doses seria disponibilizado para a imunização emergencial coordenada pelo governo do Estado.

O governador de São Paulo também comentou sobre a recente crise hospitalar no estado de Amazonas, em especial na capital, Manaus. Dória comprometeu-se a enviar para a cidade na região norte 40 respiradores produzidos pela Universidade de São Paulo (USP), além de se comprometer em receber até 60 bebês prematuros e mães grávidas que estão internados em maternidades manauaras.

Em sua fala, João Dória teceu duras críticas ao governo federal e às posições do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. "O descompromisso com a vida é o resultado do negacionismo de Jair Bolsonaro. Ele gosta do cheiro da morte, se gostasse da vida, tomaria providências. (....) A culpa é sim da incompetência e negacionismo", declarou. (A.D.)

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