Pandemia contribui para a redução de mortes no trânsito

Com 63 mortes registradas no trânsito no ano passado, Mogi das Cruzes apresentou uma redução de apenas 1,5% na comparação com 2019. Mesmo com a redução de tráfego decorrente do isolamento social em razão da pandemia do coronavírus (Covid-19) a diferença foi pequena. Um ano antes, um único caso a mais foi registrado: 64 pessoas perderam a vida nas pistas mogianas. Os dados foram divulgados esta semana pelo Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga).
A redução de circulação de veículos e pessoas, uma constante durante vários meses do ano passado por conta da quarentena, representou pouca diferença nos índices de violência no trânsito para o município. No levantamento do órgão, em dezembro do ano passado, duas pessoas foram vítimas na cidade.
Entre os municípios que compõem o G5 - cinco cidades com maior população no Alto Tietê - Mogi detém o pior saldo de mortes no trânsito da região. Se distanciando do segundo colocado com mais que o dobro de casos, Mogi se consolidou em 2020 como a cidade mais violenta da região, segundo os números informados pelo sistema de monitoramento estadual.
Com 30 óbitos, Itaquaquecetuba apresentou uma redução percentual pouco mais significativa que Mogi. Em 2020 ocorreram 11,7% menos mortes no trânsito em Itaquá do que o registrado em 2019, quando 34 pessoas morreram na cidade.
Em seguida, porém não muito distante do informado por Itaquá, Suzano confirmou 29 mortes no trânsito no acumulado do ano passado. A diferença com 2019 representa 3,3% menos casos, em número totais, a diferença, assim como em Mogi, foi de um único caso. No ano retrasado Suzano teve 30 mortes.
Destoando da tendência de redução, ainda que pequena no G5, Ferraz de Vasconcelos teve uma alta de 75% no número de mortes no trânsito. Em 2020 sete pessoas perderam a vida em acidentes nas pistas da cidade. Um ano antes esse número acumulado era de quatro casos.
Poá registrou a maior baixa percentual do G5, 33,3% menos casos do que o registrado em 2019, em número totais a redução é menos chamativa, de três óbitos registrados no ano retrasado caiu para dois em 2020.
*Texto supervisionado pelo editor.

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