Fases laranja e vermelha entram em vigor nesta segunda-feira

Eleição de novo presidente do CONDEMAT - Adriano Leite Prefeito de Guararema
Eleição de novo presidente do CONDEMAT - Adriano Leite Prefeito de Guararema - FOTO: Mariana Acioli
O comércio deverá ser um dos setores mais atingidos pela reclassificação do Alto Tietê no Plano São Paulo de retomada econômica. O tema repercutiu na tarde de ontem, após anúncio do governo do Estado que colocou o Alto Tietê na fase 2 laranja do Plano São Paulo. O anúncio, feito pelo governador João Doria (PSDB), representou um novo problema para setores da economia regional.
O Alto Tietê não foi a única região atingida pelo decreto, a iniciativa fez com que toda a Grande São Paulo, que se encontrava desde o início de dezembro na fase 3 amarela, e limitou horários de funcionamento em até oito horas por dia com fechamento obrigatório às 20 horas, além de proibir a abertura de bares e casas de shows.
Outra medida adotada pelo governo do Estado, sob a justificativa de reduzir drasticamente a circulação e a aglomeração de pessoas, foi a instituição da fase 1 vermelha, com restrição total a estabelecimentos não essenciais, entre as 20 e 6 horas. Neste período, apenas estabelecimentos essenciais estarão autorizados a funcionar: farmácias, mercados e padarias, açougues, postos de combustíveis, lavanderias, dentre outros. Ambas as medidas valem até 7 de fevereiro
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região, Valterli Martinez, as medidas do Palácio dos Bandeirantes representam um grande impacto no funcionamento de bares e restaurantes. "Temos pleno conhecimento de que o contexto é de uma pandemia, entendemos e trabalhamos em conjunto com a lei. A saúde é importante, mas muitos estabelecimentos podem não ter fôlego para uma restrição prolongada deste tipo", afirmou.
Segundo Leandro Moreira dos Santos, proprietário do bar Cantagalo em Mogi das Cruzes, a limitação do funcionamento no turno da noite pode representar uma queda de aproximadamente 70% no faturamento do estabelecimento, o que poderá levar a remanejamentos internos para manter o local funcionando: "Trabalhamos em dois períodos, e o atendimento presencial é a maior parte da nossa arrecadação, além da gorjeta que suplementa a remuneração de nossos garçons".
A direção do Suzano Shopping, por sua vez, informou que aguarda as determinações da Prefeitura de Suzano pela publicação de um decreto municipal que venha a estabelecer as regras e horários para funcionamento do comércio local.
 

PREFEITURAS SEGUIRãO ESTADO

A partir da próxima semana a região do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) volta para a fase laranja, com restrições da vermelha nos dias úteis após as 20 horas e integralmente nos finais de semana
"As prefeituras farão os seus decretos municipais, de acordo com as regras do Estado, para que os estabelecimentos possam se adequar. A fase laranja volta a limitar o processo de retomada econômica, mas reflete a pressão das estatísticas de saúde e não é uma situação localizada. Estamos vendo isso em vários estados e no mundo", disse o secretário executivo do Condemat, Adriano Leite.
O Alto Tietê registra uma taxa de ocupação de leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid de 74,6%, superior à da Grande São Paulo, que está em 71,6%. Só nos últimos 14 dias a região registrou 988 novas internações entre casos confirmados e suspeitos. Atualmente, a região conta com 593 leitos nos hospitais públicos estaduais e municipais, sendo 239 de UTI e 354 de Enfermaria.

ACMC LAMENTA NOVAS RESTRIçõES AO COMéRCIO

A direção da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) informou que o setor de comércio e serviços volta a ser atingido pela quarentena, com o respectivo comprometimento da retomada econômica. Na prática, pelas regras anunciadas pelo Estado, de segunda a sexta-feira, os estabelecimentos podem funcionar apenas oito horas por dia (duas a menos do que o atual), com limitação de atendimento até 20 horas e 40% da capacidade. Entre 20 e 6 horas a abertura está limitada somente para atividades essenciais e serviços de delivery. Os bares, em nenhum dia ou horário, podem ter atendimento presencial. "É lamentável que passemos mais uma vez por restrições que vão comprometer o funcionamento dos comércios e serviços, com impactos nas vendas e, consequentemente, no emprego, principalmente em razão das proibições de abertura nos finais de semana", avaliou o presidente da ACMC, Marco Zatsuga. "As regras, no entanto, precisam ser seguidas e se faz necessário o esforço de todos para que seja uma situação temporária", acrescentou.
"Nosso apelo é para que o comerciante reforce junto aos consumidores os protocolos de segurança e também utilize canais alternativos ao presencial para a continuidade dos negócios. Nossa preocupação é com a saúde, mas também precisamos de vendas para manter as empresas", ressaltou Fádua Sleiman, vice-presidente da ACMC.

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