Mundo de três zeros

Assim como vimos findar o ano de 2020, muitos, com tristeza, viram o fim do "auxílio emergencial". O país está pobre de políticos dignos na "ilha paradisíaca" do governo em Brasília. De lá nem dá para imaginar que o presidente consegue politizar, com um governador de Estado, a aplicação ou não de uma vacina chinesa, polêmica inconsequente de desrespeito à vida. Acredite se quiser, que nem seringas há o suficiente para aplicar as vacinas insuficientes. Falta programação na "ilha paradisíaca" onde só se pensa em eleição.

Prêmio Nobel da Paz em 2006, o economista Muhammad Yunus diz que uma vez que a pandemia parou a máquina econômica de quase todos os países, não devemos nos esforçar para voltar àquele mundo cruel pré-pandêmico que estava causando o fim da humanidade em função do aquecimento global, da concentração de riqueza e da invasão da inteligência artificial. Yunus é conhecido como o "banqueiro dos pobres", por ter criado em Bangladesh um banco de concessão de empréstimo a pessoas de baixa renda.

Afirma ele que voltar ao mundo de antes da pandemia seria suicídio; construir, pós-pandemia, um mundo de três zeros, firmado no amor e na justiça, permitirá nossa existência: zero de emissão de carbono, zero de concentração de riqueza e zero de desemprego. Para a maioria um mundo desejado assim é uma utopia, porque, no geral, quem tem riqueza nunca está satisfeito e sempre quer mais. Quando Rockfeller foi perguntado, em entrevista, se já estava satisfeito com o que tinha, respondeu: "Um pouco mais!". Quem só pensa em dinheiro vê sempre o próximo com os óculos do lucro.

As grandes empresas aumentam, sim, cada vez mais os seus lucros, mas operam contra o interesse público e contra o interesse do consumidor, escreveu Martin Wolf, colunista econômico do Financial Times. E a ética empresarial? Na realidade, a prática do mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo só acontecerá na segunda vinda de Cristo na terra, e, então, viveremos um mundo melhor.

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