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Pluma

Cedric Darwin
28/01/2021 às 06:10
Atualizada em 28/01/2021 às 06:10.
Para se eleger é necessário que um governante tenha votos e esses votos são a base em que se sustenta. Ao votar o eleitor confere um mandato ao governante e quanto maior o número de mandantes maior a representatividade. Bolsonaro foi eleito em um contexto eleitoral em que muitos não votaram nele, mas contra o Partido dos Trabalhadores (PT). Isso porque o Brasil há pouco tinha impedido Dilma, presidente reeleita pelo PT.
O anseio da maioria da população era de mudança e não continuidade do estilo de governo petista. Havia um grande anseio pela moralidade administrativa e o combate à corrupção, mudanças desejadas e até personificadas em personagens como o então ministro Sérgio Moro.
Hoje o Brasil vive uma crise sanitária e econômica e a percepção é de que não há comando, não há gestão e principalmente resultados. É na crise que se revela a capacidade de um governante. Por essa razão os questionamentos, a insatisfação e o desejo de mudança aflora. Não se trata de ideologia ou preferência política, mas de bem estar individual e coletivo. A pandemia impôs a realidade de que não basta apenas você estar bem é necessário que a sociedade esteja bem.
É essa percepção imposta pelos fatos que isolou Bolsonaro, que foi obrigado pela verdade a apoiar a vacinação, ainda que da boca para fora. Mas nada foi feito pelo governo federal para imunização e agora colhe os frutos de sua inércia. Não há ninguém, em sã consciência, que rejeite a hipótese da vacinação como meio de retorno à normalidade. A bravata, o discurso e a fala desacompanhada de resultados gerou descrédito e Bolsonaro é como uma pluma, levado, sem rumo, pelos ventos da verdade que se impôs.
Sem base, não tem sustentação e perde apoio em razão de sua ingerência na crise sanitária e nos reflexos econômicos da retração da atividade, não por desejo das pessoas, mas pela cautela e temor daqueles que enterram pais, filhos, avós, amigos e vizinhos vitimados pela Covid-19. Como a vida é única, a maioria prefere preservá-la e quem a despreza, com atitudes e palavras, fica isolado. O isolamento que tanto combateu se impôs por sua ingerência da crise sanitária e econômica.
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Fundado por Paschoal Thomeu – circulou em 22 de novembro de 1975. Em 1992, o administrador de empresas e publicitário Sidney Antonio de Moraes adquiriu a marca e relançou o jornal em 27 de outubro. O projeto foi ganhando força e, em 23 de abril de 1997, o jornal, até então preto-e-branco e veiculado apenas uma vez por semana, passou a circular colorido e bissemanalmente. Em 18 de maio do mesmo ano, a circulação foi ampliada para trissemanal e, finalmente, em 21 de junho de 1997 concretizou-se o lançamento do Mogi News diário. São inúmeras ações que, aliadas à qualidade editorial e gráfica, consagram o Mogi News como o jornal mais lido e respeitado do Alto Tietê

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