Africa Twin promete seguir com espírito aventureiro

Os primeiros veículos foram lançados na década de 1980, portanto é de se esperar que haja uma profunda renovação do modelo
Os primeiros veículos foram lançados na década de 1980, portanto é de se esperar que haja uma profunda renovação do modelo - FOTO: Fotos: Honda Press

Herdeira de modelos lendários, como a pioneira XRV 650 Africa Twin e as sucessivas versões 750, que de 1988 até 2002 redefiniram o conceito de motocicleta aventureira, a nova geração das Africa Twin chegou ao mercado mundial em 2016. À tão esperada modernidade e alta tecnologia do modelo, somou-se o genuíno espírito 'True Adventure' de suas antepassadas, não um mero slogan, mas uma filosofia construtiva fiel às origens, que faz das Honda Africa Twin motos versáteis, capazes de oferecer conforto em viagens de qualquer tipo como também encarar verdadeiras aventuras. Enfim, motocicletas aventureiras com "A" maiúsculo, que não penalizam seus pilotos com peso e volume excessivos, ou escolhas técnicas inadequadas para uma aventureira.

A chegada das versões 2021 das CRF 1100L Africa Twin é marcada por uma aprofundada renovação técnica, um aperfeiçoamento que preserva a essência 'True Adventure', mas que efetivamente evoluiu o modelo em praticamente todos os aspectos. O incremento de potência e torque é consequência do aumento na capacidade cúbica do motor bicilíndrico, que em conjunto com a redução de peso levou a performance a um nível ainda mais elevado. Relevante é a introdução da transmissão de dupla embreagem (DCT), que se soma à opção com caixa de câmbio convencional.

De fato, serão quatro as Africa Twin 2021 à venda no Brasil: CRF 1100L, CRF 1100L DCT, opções que se caracterizam pelo tanque de combustível de 18,8 litros de capacidade, e as CRF 1100L Adventure Sports ES e CRF 11000L Adventure Sports ES DCT, com tanque de 24,8 litros. Todas receberam o sistema de acelerador eletrônico TBW - Throttle By Wire -, juntamente com a extensão dos modos de pilotagem, mais opções no sistema de controle de tração HSTC - Honda Selecteable Torque Control -, e muitos outros itens de tecnologia relacionados à adoção de uma sofisticada IMU - Inertial Measurement Unit (unidade de controle inercial) -, que possibilitaram às Africa Twin dar um salto tecnológico importante.

As CRF 1100L Africa Twin 2021 estão menores, mais esguias e cerca de 10 kg mais leves, o que fez evoluir a performance tendo em vista as alterações complementares no motor, que ganhou cerca de 12% de potência e 10% no torque, incrementos distribuídos em toda a faixa de rotação.

A posição de pilotagem evoluiu através de um banco redesenhado e um guidão mais alto. O quadro de instrumentos TFT a cores é sensível ao toque e tem 6,5 polegadas. Batizado de MID (Multi Information Display), oferece uma conexão direta com os diversos sistemas da moto e tecnologia Apple CarPlay® e Android Auto® via Bluetooth e cabo USB. As luzes DRL de condução diurna com LEDs aumentam muito a visibilidade da moto, melhorando a segurança. O sistema de controle da velocidade de cruzeiro é equipamento de série.

A arquitetura do motor bicilíndrico paralelo SOHC de 8 válvulas permanece inalterada, mas o incremento da capacidade, de 998 cm³ para 1.084 cm3, resultou em maior potência, que passou de 88,9 para 99,3 cv a 7.500 rpm. O torque máximo também subiu de 9,5 para 10,5 kgm.f a 6.000 rpm. A elevação de potência e torque é sentida desde 2.500 rpm.

O aumento da capacidade cúbica do motor foi obtido pelo aumento do curso dos pistões para 81,5 mm (antes, 75,1 mm), com o diâmetro dos cilindros de 92 mm permanecendo inalterado. A taxa de compressão é de 10,0:1. As camisas dos cilindros agora são de alumínio, o que em conjunto com outras medidas de redução de peso nos componentes da transmissão da versão com câmbio convencional, resultou em um motor 2,5 kg mais leve. O motor da versão DCT pesa 2,2 kg a menos que no motor anterior..

O virabrequim permanece defasado a 270°, que proporciona intervalos irregulares de ignição, criando uma pulsação diferenciada que melhora a capacidade de tração. O cabeçote do motor foi completamente revisto, com dutos de aspiração mais retilíneos e eficazes, e novos corpos de injeção de 46 mm de diâmetro.

O sistema Unicam SOHC herdado das CRF 450R se caracteriza por um único comando de válvulas fundido sob pressão, o que resulta em um cabeçote compacto e câmaras de combustão de conformação ideal. O levantamento das válvulas de aspiração subiu de 8,6 para 9,3 mm, enquanto que nas válvulas de exaustão passou de 9,3 para 10,2 mm.

O cárter do motor é dividido na vertical, com bomba d'água alojada dentro do compartimento da embreagem e termostato integrado ao cabeçote. As versões de câmbio convencional e DCT partilham um bloco de motor único, com pequenas diferenças externas.

Neste novo motor de 1.084 cm3, a precisão das engrenagens de balanceamento anteriores e posteriores foi melhorada, eliminando a necessidade do uso de engrenagens de dentes oblíquos. A aplicação de uma roda fônica no virabrequim elevou a capacidade de detecção de falhas de ignição, importante para homologação antiemissões. Também para esta finalidade as sondas lambda O2 foram substituídas por sensores de fluxo LAF - Linear Air Flow - nos coletores de escape, que permitem uma medição muito mais precisa da mistura ar/combustível.

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